Um levantamento feito pela Polícia Militar mostra que, a cada dois dias, uma pessoa é vítima de atropelamento em Franca. No ano passado, foram registrados 169 atropelamentos na malha viária urbana. Até março deste ano, já houve 42 casos.
Para o sargento Passeti, do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar de Franca, o número de atropelamentos em Franca é alto e precisa ser diminuído. “Mas isso depende de um trabalho conjunto entre os envolvidos, incluindo a mídia e a sociedade.”
O levantamento da polícia mostra que a maioria dos acidentes envolve motos. Foram 86 (o equivalente a 50,9% do total) em 2011 e 25 (59,5%) neste ano. E, nesta conta, nem está incluído o atropelamento por uma moto do pedreiro Maurício José dos Santos, 44, ocorrido na última quinta-feira. Maurício morreu no local.
Atropelamentos por carros e caminhonetes vêm em seguida, com 80 ocorrências no ano passado e 15 até março deste ano. O restante das ocorrências envolve ônibus e caminhões. “Por ser um veículo muito ágil e de pequeno porte, a visualização das motos por parte do pedestre acaba sendo prejudicada. Talvez isso explique porque elas lideram as ocorrências”, diz o sargento.
Não há um estudo específico sobre as causas dos acidentes, mas o secretário municipal de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, acredita que eles sejam o resultado de uma série de fatores. “O que percebemos é que, apesar de a cidade estar devidamente sinalizada, a falta de atenção e descuido do motorista/motociclista e também do pedestre acaba resultando em acidentes.”
Já para a PM, o grande problema são os abusos de velocidade. “A malha viária de Franca atualmente tem grande parte das vias recapeadas, o que permite aos condutores desenvolverem maior velocidade.
O estudo ainda mostra que, apesar do aumento na frota de veículos da cidade, que ganha cerca de mil novos carros e motos a cada mês, o número de atropelamentos vem se mantendo. “Nossa luta agora é pela diminuição desses números”, disse Passeti, apostando na fiscalização dos radares.

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