Moda infantil ganha novos investimentos em Franca


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NA MODA - Os irmãos Matheus, Maria Eduarda e Murilo na loja de roupas infantis Loup, inaugurada há seis meses em Franca
NA MODA - Os irmãos Matheus, Maria Eduarda e Murilo na loja de roupas infantis Loup, inaugurada há seis meses em Franca

Com vitrines coloridas onde muitas das peças parecem miniatura dos modelos feitos para os adultos, as lojas de roupas infantis têm ganhado cada vez mais espaço no comércio varejista de Franca. Segundo o sindicato da categoria, a cada dez novas lojas abertas na cidade, três são de moda infantil.

O Franca Shopping, por exemplo, vai inagurar sua quinta loja do segmento no próximo mês. Trata-se da Milon, que pertence a uma rede com sede no sul do País. A empresa assinou contrato com o centro de compras depois de uma pesquisa de mercado revelar que as crianças francanas não vestem mais qualquer roupinha no dia-a-dia.

A razão do crescimento do setor de moda infantil, segundo os lojistas, se deve à melhora da economia, pois, com mais crédito, até mesmo as consumidoras das classes mais baixas passaram a ir às compras para renovar o guarda-roupa dos filhos. “O poder aquisitivo cresceu e hoje as mães querem deixar os filhos sempre na moda”, disse Viviane Costa, proprietária da Loup, inaugurada há seis meses no Jardim Petráglia.

A loja também trabalha com moda feminina, porém resolveu agregar o infantil por ter percebido um nicho promissor e por querer oferecer um diferencial às clientes. “É mais cômodo e ágil. A mãe compra para ela e para o filho. Muitas vezes, até deixa de comprar para ela para atender às crianças.”

Segundo dados da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), o segmento de roupa para os pequenos ocupa uma fatia equivalente a 15% do mercado de vestuário no Brasil e o faturamento do setor cresce em média 6% ao ano. São produzidas aproximadamente 1 bilhão de peças anualmente para abastecer as lojas que não param de surgir em todo o país.

“Quando comecei, eram poucas lojas. As grandes marcas ainda não estavam em Franca. Os consumidores iam para outros centros, como Ribeirão Preto. Hoje, isso mudou e a cidade já consegue atender até as clientes mais exigentes”, disse Maria Laura Teixeira de Figueiredo, a Lala, dona da Lalá Lelé, que está há 14 anos no mercado.

Desde 2010 em novo endereço, Lala diz ter percebido um aumento na sua cartela de clientes. “Tenho recebido um novo público, pessoas que antes não vinham até minha loja porque não tinham condições de comprar.”

Para a empresária Suênia Menegoti, que inaugurou recentemente a sua primeira loja com foco na moda infantil (ela possui outras três de calçados e moda mix), a melhora do poder aquisitivo tem possibilitado até mesmo que amigos e parentes presenteiem mais as crianças com roupas.

“As mães querem novidades a cada mudança de estação e as crianças também seguem a moda. Há peças tal mãe, tal filha.”

E foi de olho nesse filão que ela abriu há dez meses, no Shopping do Calçado, a loja Dig Din, que oferece peças do zero aos 16 anos. “Lá ainda não havia nenhuma loja de roupa infantil, então vi que tinha essa necessidade.”
 

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