Solução?!


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Na condição de espíritas, sabemos que a vida não começa no berço nem termina no túmulo! A vida é um continuum ad infinitum, segundo a Suprema Inteligência. Também sabemos que não somos corpos, e sim, espíritos em trânsito pela matéria, realizando caminhada evolutiva. Por esta razão, o Espiritismo é peremptoriamente contra qualquer ato que possa comprometer a vida, posto que é ela o meio pelo qual cumprimos a senda que nos conduz ao superior desiderato da perfeição.

Um dos motivos que assistem o Espiritismo na sua posição contrária à exterminação da vida é a certeza de que não morremos. Ao destruirmos o instrumento físico de que nos servimos na condição de misericordiosa oportunidade de nos redimirmos de passado de culpas, estamos, na verdade, contraindo pesado ônus para o depois.

Assim, suicídio não nos resolve a infelicidade, ao contrário, acrescenta novos problemas. É que as leis que regem a vida são obviamente justas, e as consequências da deserção são mais ou menos duras segundo o grau de culpa do suicida. O louco, por exemplo, sem que tenha consciência do gesto que pratica, não sofrerá punição. Atenuantes: fatores materiais, espirituais, psicológicos, psiquiátricos, que podem levar a criatura ao desespero extremo. Agravantes: egoísmo, orgulho, ateísmo.

Dessa forma, cada reencarnação nossa na face planetária é valiosíssima oportunidade corretiva, cumprindo-nos considerar que só os que se acham afastados dos Superiores Desígnios, do Evangelho de Jesus, por conseguinte, do conhecimento das implicações espirituais do gesto extremo, é que se deixam submeter à ideia de evadir-se da vida.

Quando, no mundo dos espíritos, propomos retornar às lutas evolutivas no chão da Terra, muita vez, solicitamos provas que possam demonstrar as conquistas espirituais efetivamente realizadas. Por exemplo: se somos suicidas contumazes (e ninguém é suicida uma única vez), podemos solicitar que, durante nossa existência, sejamos defrontados com a situação que nos levaria à fuga pela porta do suicídio. Isto para provar que já somos capazes de suportar situações adversas. No entanto, na hora da aferição, podemos fracassar, posto que o livre-arbítrio é um sagrado direito natural.

Se vencemos, confirmamos a conquista da força de vontade para suportar dificuldades. Se falhamos, seremos novamente chamados ao enfrentamento de situações que testarão nossas efetivas qualidades morais.

Por isso, o suicídio não é, em hipótese alguma, solução para nossas dificuldades. E todos os que, direta ou indiretamente, contribuem para que a fuga se consuma pelas vias do suicídio, serão alcançados pela Sábia Justiça de Deus que se acha inscrita nas nossas consciências.

Tais ponderações devem significar motivo bastante para estimularmos a crença na imortalidade da alma e na Justiça Divina. Que ninguém procure complicar-se ainda mais, buscando no suicídio a falsa solução para quaisquer dos seus problemas. Antes, confie em Deus, em Jesus, nos seus emissários bondosos que nos garantem força, coragem e resignação para suportarmos o peso da nossa própria incúria.

Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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