Volta das sacolinhas plásticas divide opinião entre os francanos


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Retorno -  Vestindo camisetas da campanha que aboliu as sacolas no Estado, funcionários de mercado em Franca utilizam as embalagens para empacotar compras
Retorno - Vestindo camisetas da campanha que aboliu as sacolas no Estado, funcionários de mercado em Franca utilizam as embalagens para empacotar compras

As tradicionais sacolinhas plásticas voltaram aos caixas dos supermercados de Franca na última quarta-feira e com elas, a polêmica. O retorno das embalagens foi determinado pela Câmara, que promulgou a lei municipal que obriga os estabelecimentos comerciais a fornecerem gratuitamente as sacolas aos clientes.

Nos supermercados, os consumidores divergem sobre a volta das sacolinhas. Para a professora Marisi Imaculado Nascimento, 53, a medida tomada pelos vereadores foi um erro. “Todos estavam se adaptando a não usar as sacolas plásticas, pensando na questão ambiental. Via nos supermercados pessoas com as sacolas retornáveis. Para mim, a medida foi desnecessária”, disse ela, que rejeitou as sacolinhas na hora de levar suas compras para casa.

A mesma opinião tem a dona de casa Maria do Socorro Oliveira, 48. “Sou contra o retorno das sacolinhas. Elas sujam muito as ruas e os bueiros.”

Já a costureira Joana D’arc Nascimento, 55, comemorou a volta das sacolas e não escondeu a satisfação durante sua compra no Supermercado Tiãozinho, no City Petrópolis. “Foi ótimo o retorno, pois estava muito difícil para levar produtos como leite sem a sacolinha.”

A reportagem do Comércio visitou ontem e na quinta-feira os supermercados Tiãozinho (City Petrópolis), Serv Pag Pereira (Parque do Horto), Irmãos Patrocínio (Jardim Moema), Tonin (Vila Champagnat) Savegnago (Chico Júlio) e Walmart (Jardim Francano) e constatou que todos estão disponibilizando sacolas aos consumidores. O descumprimento pode render multa (leia texto nesta página).

A LEI
Um acordo entre o Governo Estadual e a Apas (Associação Paulista de Supermercados) pôs fim às sacolinhas nas principais redes do Estado no dia 25 de janeiro. Uma semana depois, um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) firmado com o Ministério Público garantiu que as sacolas continuaram sendo distribuídas por mais 60 dias para adaptação dos consumidores. No final de fevereiro, os supermercados de Franca também decidiram acabar com as sacolinhas.

Em março, os vereadores francanos aprovaram a obrigação do fornecimento das sacolinhas. A lei foi enviada ao prefeito Sidnei Rocha (PSDB) para sanção ou veto da matéria, mas ele não se manifestou. Desta forma, o presidente da Câmara, Válter Gomes (PSB), foi obrigado a promulgar a lei nesta semana.
 

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