Pedreiro morre atropelado e moradores ficam revoltados


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PROTESTO - Com o impacto, pedreiro foi arremessado no canteiro central. Moradores impediram o trânsito na avenida com fogo
PROTESTO - Com o impacto, pedreiro foi arremessado no canteiro central. Moradores impediram o trânsito na avenida com fogo

O pedreiro Maurício José dos Santos, 44, morreu atropelado na noite de ontem ao ser atingido pela moto pilotada pelo balconista Zaqueu Andrade Silva, 20, morador no City Petrópolis. A vítima havia saído de sua casa na Santa Terezinha e atravessava a avenida William Azzuz para ir até a casa da sogra, na Vila Gosuen. O pedreiro morreu na hora. O Corpo de Bombeiros foi acionado para socorrer o motociclista que tinha ferimentos generalizados. Após o acidente, moradores interditaram a via para protestar.

O atropelamento aconteceu por volta das 20h30. Zaqueu ia para casa em uma Honda Bros preta, após sair do trabalho no Jd. Guanabara. O motociclista acertou o pedreiro, próximo ao canteiro central, alguns metros à frente do cruzamento da via com a avenida Dom Pedro I.

O pintor automotivo Rodrigo Alves, 22, disse ter presenciado o acidente. “Vi uma moto saindo para um lado, um cara caindo para o outro. Viemos correndo e vimos o cara todo machucado, cheio de sangue. Eu olhei para o lado e vi outro deitado, bem ruim”, contou o pintor.

Revoltados com o acidente, moradores jogaram galhos, móveis e pneus na pista e atearam fogo. Segundo o cabo Paulo Cesar, do Corpo de Bombeiros, houve dificuldade para efetuar o socorro. “Uma das unidades socorreu o condutor da motocicleta até a Santa Casa. Quando nossa viatura chegou ao local o fogo já estava colocado e o pessoal da PM já estava na via”, disse o bombeiro.

O local onde o corpo do pedreiro estava foi isolado. Outros 15 policiais ficaram à distância do fogo, preparados para controlar a manifestação dos moradores. A todo o momento a população gritava pedindo justiça e uma solução para o problema. “Eiro, eiro, eiro, queremos sinaleiro”, cantavam pedindo um semáforo para o cruzamento.

“Hoje foi meu cunhado, faz 15 dias foi outra pessoa, amanhã vai ser outro, enquanto não tomar uma providência. Aqui não tem faixa de pedestre, não tem nada. Disseram que aqui não tem fluxo de carro suficiente para colocar semáforo”, desabafou o vendedor Kirmay Souza, 30.

A Polícia Militar permaneceu no local até às 22h30, quando os ânimos se acalmaram e o fogo foi controlado. Não houve enfrentamento entre os moradores e a polícia. “Viemos fazer a desobstrução da via e a retirada dos manifestantes. Tentamos negociar”, disse o tenente Júnior, da PM.

Até o fechamento desta edição, o motociclista permanecia em observação no pronto-socorro da Santa Casa. O corpo do pedreiro está sendo velado na sala 5 do velório São Vicente . O sepultamento será às 16 horas, no Cemitério Jd. das Oliveiras, com serviços da Funerária São Francisco.

Veja as fotos do protesto:

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