Safra da cana-de-açúcar terá queda de 18% na região, revela secretaria


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Máquinas trabalham no plantio de cana-de-açúcar na região, que deve moer 10,7 milhões de toneladas este ano
Máquinas trabalham no plantio de cana-de-açúcar na região, que deve moer 10,7 milhões de toneladas este ano

A seca nos canaviais do interior paulista no início do ano poderá fazer com que a safra da cana-de-açúcar na região de Franca em 2012 seja menor do que a registrada no ano passado. A previsão é do IEA (Instituto de Economia Agrícola) da Secretaria Estadual de Agricultura que calcula uma moagem de 10,7 milhões de toneladas de cana na região administrativa de Franca. O montante representa uma redução de 18,3% em relação à estimativa da última safra, que foi de 13,1 milhões de toneladas. Os dados são preliminares e fazem parte de um levantamento realizado em fevereiro, o que significa que há possibilidade de alterações na produção no decorrer do ano.

Segundo o pesquisador científico do IEA, Sérgio Alves Torquato, a estiagem na região foi severa a ponto de reduzir a produtividade no campo, além disso a região não apresentou renovações suficientes para suprir a demanda das usinas. Para Torquato, esses também podem ser os fatores que contribuíram para o atraso no processamento da cana em algumas usinas da região. Na Cevasa, em Patrocínio Paulista, por exemplo, a safra deve começar somente na próxima semana ou no mais tardar no dia 2 de maio. Na Buriti, em Buritizal, a moagem da cana começou no último dia 11.

“O canavial não ficou pronto devido à seca nos meses de fevereiro e março. Situação provocada especialmente pelo fenômeno meteorológico conhecido como La Niña, que modifica o usual regime de chuvas de verão”, justificou em nota a assessoria da Usina Batatais, que iniciou a safra no dia 2 de abril com a previsão de moer 3,413 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. O número representa uma redução de 1% em relação à última safra, quando foram moídas 3,462 toneladas.

Para Sérgio Prado, representante da Unica (União da Indústria de Cana-de-açúcar) na região de Ribeirão Preto, atualmente as usinas estão com mais capacidade instalada do que com cana. “Não deve haver uma quebra muito grande, mas sabemos que a produtividade estará prejudicada. O que pode ajudar a reduzir esse efeito é que não há previsão para ocorrência de fenômenos climáticos para esse ano.”

No ano passado as plantações sofreram com duas fortes geadas durante o inverno e também tiveram perdas em razão do florescimento do canavial em larga escala.

Mesmo se registrar baixa produtividade, a região mais conhecida pelo seu potencial em produzir café, ainda será responsável por processar 2,53% da produção total de cana do Estado de São Paulo. Segundo o IEA, a estimativa da safra no Estado é de 422,4 milhões de toneladas.
 

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