Dois bandidos usando capacetes, um deles armado com um revólver 38, assaltaram na manhã de ontem, uma joalheria localizada na rua Torquato Caleiro, na Vila Nicácio. A dupla levou várias joias, R$ 2 mil em dinheiro e cheques e quatro celulares. Policiais militares foram acionados, efetuaram patrulhamento, mas não conseguiram localizar os ladrões.
O roubo ocorreu por volta das 10 horas. A joalheria possui um sistema de controle para a entrada de pessoas no local. Uma mulher fingiu ser cliente e apertou o interfone. Assim que o portão abriu, ao invés da suposta cliente, dois bandidos entraram na loja. A mulher não foi mais vista. Os dois assaltantes estavam com capacetes insufilmados e renderam seis funcionárias e o proprietário.
Segundo o empresário, JBF, de 61 anos, os assaltantes entraram na loja gritando. “Deu tempo apenas de abaixarmos. O tempo todo eles pediam dinheiro e ouro. O que eles viram pela frente foram pegando e guardando dentro de uma mochila. Eles estavam nervosos e não se preocuparam com minhas funcionárias e nem comigo, que já sou de idade. Só restou o desespero”, disse o proprietário da loja.
Essa foi a segunda vez que a loja é atacada, mas, de acordo com o dono do estabelecimento, dessa vez os bandidos foram mais violentos. Ele disse que todos foram obrigados a deitar no chão e enquanto os bandidos enchiam as mochilas com produtos roubados, os ladrões pisoteavam as vítimas. Todos ficaram desesperados, sem saber o que fazer.
Uma pessoa que passava pelo local anotou a placa da moto que a dupla ocupava e repassou para a PM, mas até o início da noite de ontem, o veículo não havia sido localizado.
O assalto durou cerca de cinco minutos, mas foi o bastante para deixar as vítimas apavoradas. As funcionárias ficaram em estado de choque. Nem a presença da polícia parecia conseguir acalmá-las e, muito tempo depois de os assaltantes deixarem a loja, algumas delas ainda estavam trêmulas e com lágrimas nos olhos.
O crime não foi gravado pelo circuito interno da loja, pois o sistema não estava funcionando. O empresário ainda não sabe se vai continuar trabalhando com joias. “A gente precisa trabalhar, não tem como fugir disso, mas ainda não sei o que vou fazer”, disse.
O caso está entregue à DIG (Delegacia de Investigações Gerais) que deve abrir inquérito para e chegar aos responsáveis pelo assalto.
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