A partir de hoje mais 13 vias de Franca passam a ser fiscalizadas com os quatro radares móveis cedidos pela Prefeitura para a Polícia Militar. São elas as avenidas Dom Pedro I, Emílio Paludeto, São Vicente, Chafic Facury, Severino Tostes Meirelles, Wilson Sábio de Melo, Tristão de Dalmeida, Orlando Dompieri, Adhemar Pereira de Barros e Miguel Sábio de Melo, as ruas Francisco Marques e Alfredo Tosi e a rodovia Tancredo Neves. A decisão de medir a velocidade nestes locais, segundo o secretário de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, é coibir os excessos e evitar acidentes.
Segundo levantamento feito pela reportagem do Comércio, três destas ruas e avenidas - Dom Pedro, Adhemar de Barros e Francisco Marques - estão entre as 10 mais violentas da cidade e concentraram somente nos nove primeiros meses de 2011, 273 acidentes de trânsito. A campeã na estatística foi a avenida Doutor Ismael Alonso y Alonso, com 182 acidentes no período, mas nela já há fiscalização eletrônica.
A Francisco Marques, uma das principais vias de acesso à região oeste do município e que vai passar a ter controle por radar, registrou 66 graves acidentes entre janeiro e setembro do ano passado. A esperança é que a fiscalização eletrônica diminua a triste estatística. Com velocidade máxima permitida de 40 quilômetros por hora, segundo os moradores, são muitos os veículos flagrados pela rua trafegando bem acima do limite permitido.
Para o comerciante João Rubens Colucci Neto, dono de uma loja no endereço, o radar é a esperança de mais segurança. “Estamos cansados de ver batida, atropelamento e morte por aqui. No ano passado um aposentada morreu ao tentar atravessar a rua. Se uma máquina é o único jeito de convencer motoristas e motociclistas a serem prudentes, então que assim seja”, disse.
O acidente a que Colucci se refere é o que matou a dona de casa Maria de Lourdes Lopes, 75, em novembro. Ela foi atropelada por um comerciante que estava, segundo a perícia da polícia, a mais de 60 quilômetros por hora. A velocidade máxima era de 40. A dona de casa foi arremessada ao chão e morreu vítima de traumatismo craniano e abdominal pouco depois.
Outras ruas e avenidas também registram histórias trágicas de acidentes. No começo deste mês, uma doméstica de 43 anos morreu após se envolver em uma colisão entre carro e moto na avenida Dom Pedro I. Na Adhemar de Barros, acidentes fazem parte da rotina. Há poucos dias uma criança de nove anos foi atropelada.
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