Com a aprovação da lei que descriminaliza o aborto de anencéfalos, transferiu-se para a gestante a questão: o feto desenvolver-se-á até o final, ou não? Cabe questionar: será que a natureza criaria seres disformes, monstruosos, sem uma finalidade? Seria para castigar a mãe? E se for verdade que esses seres nascem com cérebros disformes não como frutos de anomalias da natureza, mas sim criaturas que, em inteligência anterior usaram mal a inteligência para o crime (lição evangélica: a cada um segundo suas obras) e após remorsos acerbos, no plano espiritual, degeneraram o próprio cérebro e retornam por pouco empo, num processo mental de reajustamento? E se for verdade, que esses serem culposos se encontravam no mundo espiritual em extremo sofrimento e que, pelas leis divinas, misericordiosas, permitem que retornem, mesmo sabendo que por pouco tempo, tudo visando ainda o reajustamento? E se for verdade que as futuras mamães foram co-autoras desses criminosos assumidos e agora têm a grande oportunidade de reparar parte de seus erros? E se for verdade, também, que existem anjos que recebem esses criminosos para ajudarem no seu reerguimento e nisso é que consiste a misericórdia divina, que nunca fecha a porta para o arrependido? O momento é de esclarecimento: carregam no útero um ser à procura do reajustamento; procuram mãos caridosas que os ajudem; que não os julguem. Elas, as gestantes, têm direito à escolha, sim, mas depois que forem orientadas, responderão segundo a lição evangélica: “agora vocês sabem, então, responderão pelo ato”.
Marcos Mercado
Franca - SP
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