O prefeito Sidnei Rocha (PSDB) preferiu não se manifestar em relação ao projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal que obriga os supermercados voltarem a fornecer as sacolinhas plásticas sem custos para os clientes transportarem suas compras. O prazo terminou ontem e o prefeito não sancionou nem vetou a proposta alegando, via assessoria, “foro íntimo”. O projeto, de autoria do vereador Marco Garcia (PPS) e aprovado no último dia 13 de março, impede ainda o fornecimento de caixas de papelão como alternativa para carregar os produtos. Com isso, a missão de promulgar a lei cabe agora ao presidente da Câmara, Válter Gomes (PSB). O vereador tem um prazo de 72 horas (até as 17 horas de quinta-feira) para assinar a lei, sob pena de ser destituído do cargo.
Ao justificar o projeto que apresentou em regime de urgência, Marco Garcia não poupou críticas aos estabelecimentos que pararam de fornecer as sacolinhas. “Quando os supermercados deixam de liberar as sacolinhas leva os clientes a tomarem outras atitudes, como comprar sacos de lixo. Eles são muito demagogos e hipócritas ao propor isso. Por que não deixaram então de fornecer o saco usado para carregar frutas e verduras e também não contaram quantos refrigerantes de garrafa de plástico venderam? O saco e a garrafa também poluem.”
A questão é polêmica. Tanto que Carlos Pereira, presidente da ASF (Associação de Supermercados de Franca), disse que prefere esperar a decisão do presidente da Câmara para se manifestar. “Prefiro aguardar.” O presidente da Câmara foi procurado durante toda a tarde de ontem para comentar o assunto, mas não foi encontrado - seus telefones estavam desligados.
REUNIÃO
Já a sessão ordinária da Câmara Municipal de hoje deve ser mais tranquila, sem nenhum projeto polêmico na pauta. Os vereadores apreciarão seis matérias com destaque para o veto do prefeito ao projeto que proíbe o uso de adesivos ou pinturas que cubram os vidros dos veículos da frota da administração municipal e das concessionárias ou permissionárias de serviços públicos, como os ônibus da Empresa São José.
Também na reunião desta terça-feira será tratado o projeto do vereador Joaquim Pereira Ribeiro que dispõe sobre a obrigatoriedade do Estudo de Impacto da Vizinhança no município.
Em outra matéria, Ribeiro pede que as contas públicas fiquem disponíveis durante todo o exercício do prefeito para que a população possa consultá-las. Os demais tratam de denominações de rua, estrada rural e da Casa da Cultura e do Artista Francano, que será construída pela administração municipal.
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