A vontade de fazer a diferença na vida dos pacientes com câncer e de seus familiares fez surgir em Franca no ano passado um novo projeto de voluntariado. Trata-se do Iansa (Instituto de Apoio Nossa Senhora Aparecida), uma casa de recepção ao doente de câncer e ao acompanhante, que oferece gratuitamente café, almoço, lanche, jantar, banho e hospedagem durante o período de tratamento. O imóvel fica na avenida Luiz Vaz de Camões, no Jardim do Éden, a mil metros do hospital.
Vítima de um câncer de mama, a assistente social Eliane Aparecida Bonini de Melo, 44, foi quem teve, com o apoio do marido, a iniciativa de montar a casa. O instituto funciona desde agosto de 2011 e tem capacidade para receber 40 pessoas. São oferecidas 14 vagas para dormir, divididas em alas masculina e feminina. Há também espaço para a criação de uma ala infantil.
Equipada com móveis e utensílios conseguidos graças a doações, a casa atende de segunda a sexta-feira, das 7 às 17 horas. No local é possível fazer uma leitura, assistir TV e descansar à espera do horário da consulta ou do fim do tratamento. “A casa é para pessoas com câncer e um acompanhante que moram em outras cidades e vêm para Franca se tratar”, disse Eliane, que foi portadora da doença por dez meses. “Fiz oito sessões de quimioterapia e 33 de radio e foi nesse período que comecei a amadurecer a ideia. Fui vendo o sofrimento daquelas pessoas que chegavam de manhã de van e só iam embora à tarde. Pensava que era necessário fazer algo.”
O projeto é pioneiro em Franca e está em fase de divulgação. Todas as despesas são custeadas pelo próprio instituto por meio de promoções como pizzas, bazares e participação em eventos beneficentes. O imóvel é alugado e por mês gera uma despesa de R$ 2.500 mensais. Ao longo desses sete meses de funcionamento, 50 pessoas já foram atendidas na residência.
Antes de colocar a casa em funcionamento, Eliane legalizou toda a documentação do Iansa e formou até diretoria com participação do marido, o representante comercial Daniel Barbosa de Melo, e da irmã Cláudia Bonini. “Atualmente, 20 pessoas integram o projeto e temos alvará de funcionamento e todas as autorizações necessárias para manter a casa aberta.” O Iansa tem ainda uma funcionária contratada responsável pela gerência da moradia.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.