A maioria das vielas de Franca surgiu há mais de 15 anos, quando ainda vigorava na cidade a antiga lei de parcelamento do solo.
Maria Cecília Sodré Fuentes, professora de Urbanismo do curso de Arquitetura da Unifran (Universidade de Franca), disse que que este tipo de via nasceu como uma forma de facilitar a vida dos pedestres. “Antigamente, se permitia a construção de longos quarteirões nos loteamentos. Então, a lei exigia que naqueles que tivessem mais de 300 metros de extensão fossem instaladas vielas para que os pedestres não precisassem andar muito. Nasceram para ser uma facilidade, mas atualmente acabaram se tornando um problema.”
Além das vielas de passagem, que ligavam uma rua a outra pelo meio do quarteirão, outro tipo de viela que era exigida era a de separação. “Ela tinha como função separar as áreas particulares das públicas, assim, eram instaladas sempre do lado de equipamentos públicos como escolas e praças. Muitas delas hoje acabaram sendo incorporadas por estes espaços.”
Por fim, o último tipo de viela permitido eram as chamadas vielas sanitárias, por onde passavam as redes de esgoto e águas pluviais. “Essas atualmente não temos como mexer. São necessárias e precisam ser públicas.”
Para a professora, a solução proposta pela Prefeitura para acabar com os transtornos em que se transformaram as vielas é a mais adequada, mas ela lembra que é preciso fazer a manutenção. “Muitas vielas foram construídas, mas não foram urbanizadas. A urbanização significa a instalação de iluminação e pavimento para que aquele espaço possa servir ao fim que se destina, que é a passagem de pedestres. Mas não adianta urbanizar se não houver um cuidado posteriormente.”
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