Contra uma arbitragem confusa e um time que lembra os argentinos por causa da catimba, o Vivo/Franca venceu, na noite de sábado, em casa, o Paulistano. O jogo foi válido pelo playoff das oitavas de final do NBB 4. A equipe do técnico Hélio Rubens Garcia fez 91 a 89 (45 a 39 no primeiro tempo) e iniciou a melhor de cinco jogos na frente. Sowell foi o cestinha com 23 pontos e oito assistências. Terça-feira, às 21 horas, as equipes voltam a se encontrar em São Paulo.
Sábado, o Paulistano começou surpreendendo. Com forte marcação e rapidez nos contra-ataques, o time da capital, com 5 minutos de jogo, abriu 17 a 11. Aí entrou em cena o treinador do Vivo/Franca. Ele colocou Lucas e Sowell nos lugares de Ivanovic e Basden. Os papeis se inverteram e os francanos dominaram as ações, empatando o primeiro quarto em 22 pontos. No segundo não houve um passeio, mas poderia. Com quatro minutos de bola rolando, Adriano, do Paulistano, fez um gesto de positivo com a mão esquerda para o técnico Gustavo de Conti depois de ser repreendido. Começou uma confusão envolvendo a arbitragem. O árbitro Diego Chiconato entendeu que houve ofensa e marcou falta técnica contra o Paulistano. O placar apontava 29 a 26 para o Vivo/Franca, que aproveitou os dois lances livres, a jogada seguinte - bola de três - e, na sequência, um erro do adversário para abrir dez pontos (36 a 26). Entretanto, a vantagem construída “desmoronou” com uma falta antidesportiva anotada contra Márcio Dornelles. O Paulistano diminuiu a diferença. No final, 23 a 17 e 45 a 39, no primeiro tempo, para Franca.
As bolas de três do Paulistano foram determinantes no terceiro quarto para o time fechar em 28 a 27, mas não o suficiente para abalar o Vivo/Franca, que permaneceu à frente com 72 a 67. No último quarto, os francanos erraram vários ataques e faltando pouco mais de cinco minutos, o time da capital passou à frente: 78 a 76. A arbitragem, que já havia irritado jogadores e torcedores, quase põe tudo a perder. Fernando Penna recebeu tranco em uma jogada de ataque do Paulistano e Cristiano Jesus Maranho marcou falta do armador francano. Na sequência, Basden recebeu falta na defesa, Chiconato apontou, mas Maranho disse que ele “andou” (sobrepasso).
Basden, depois, “chamou o jogo para si” e levou Vivo/Franca a abrir 89 a 82. O Paulistano diminuiu a diferença para dois pontos: 91 a 89. Faltando apenas quatro segundos, Basden recebeu uma falta. Só que o americano errou os lances livres. A sorte foi que o próprio Basden recuperou a bola. Faltando um segundo e com todo o time marcado, o americano jogou a bola nas costas do adversário, a pegou de volta, esperou soar da campainha e saiu correndo para os vestiários para o delírio da torcida.
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