O avião que caiu no fim da noite de ontem foi comprado em setembro do ano passado por quatro amigos em sociedade. A intenção era que eles fizessem o curso para conseguir habilitação para voar. Enquanto não terminassem o curso, deveriam levar um piloto experiente sempre que decolassem. José Ferreira Neto, um dos proprietários da aeronave, disse que ela havia sido usada dois dias antes do acidente e que estava em perfeitas condições. Além disso, a aeronave recebia manutenções a cada 50 horas de voo, segundo ele.
Neto suspeita que houve uma falha humana, mas acredita que seriam necessários engenheiros aeronáuticos de empresas terceirizadas para saber exatamente o que houve. “Nesse tipo de aparelho não vem esse tipo de pessoal (da Infraero) avaliar, porque é aviação experimental ultraleve. O voo dele é por conta e risco dos tripulantes”, disse Neto.
A informação foi confirmada pelo delegado de plantão Djalma Donizete Batista. Acompanhado de investigadores da Polícia Civil, ele esteve na fazenda onde ocorreu a queda e acompanhou os trabalhos dos bombeiros. A Polícia Científica foi acionada e periciou o local do acidente. “Nós avisamos a Aeronáutica, mas como o avião era experimental e sem homologação na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), não houve interesse do órgão em realizar uma perícia”, disse o delegado.
Ainda de acordo com o policial, também não é possível saber quem estava no comando da aeronave porque o avião tinha duplo comando, situação em que a posição das vítimas não define com certeza quem era o piloto.
Após quatro horas do acidente, o local foi liberado e os corpos foram removidos pela Funerária Nova Franca e levados ao IML. A remoção do ultraleve ficou por conta dos proprietários.
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