Polícia desvenda golpe em seguro-desemprego e indicia 5 pessoas


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Foram apreendidos documentos como carteiras de trabalho e cartões de CNPJ
Foram apreendidos documentos como carteiras de trabalho e cartões de CNPJ

Em uma ação que começou ainda de madrugada e avançou pela manhã de ontem, policiais civis desarticularam um grupo de cinco pessoas acusadas de estelionato. Segundo a polícia, eles abriram empresas de fachada para depois fraudarem o seguro-desemprego. As apreensões aconteceram durante vistoria da polícia nas casas dos acusados, na região central da cidade. Na operação, foram apreendidas carteiras de trabalho, cartões de CNPJ, vários documentos como CPFs e RGs, cheques e carimbos.

Com mandados de busca e apreensão, o trabalho policial começou no fim da madrugada de ontem. Cerca de vinte agentes, entre delegados e investigadores, além de um auditor da Receita Federal e dois fiscais do Ministério do Trabalho, estiveram envolvidos na ação. Foi um mês de investigações até que o 1º Distrito Policial fechasse o cerco contra os suspeitos. Segundo o delegado Pedro Dalaqua, as empresas de fachada eram do ramo de telefonia e empregaram 20 pessoas durante quase um ano de atuação ilegal, período em que movimentaram cerca de R$15 mil.

“Recebemos denúncias de que membros de uma mesma família estavam abrindo empresas de fachada e registrando pessoas de forma fictícia para que elas pudessem sacar parcelas do seguro-desemprego. Cumprimos, então, os mandados de busca e apreensão nos endereços em que constavam a existência dessas empresas e também nas casas dos suspeitos. Constatamos que elas não funcionavam em nenhum espaço físico, existiam apenas no papel”, afirmou o Dalaqua.

Segundo o delegado, quatro pessoas da quadrilha são da mesma família - pai e três filhos - e o quinto indivíduo é amigo da família. Nenhum deles teve a identidade revelada pela polícia.

Eles foram interrogados, indiciados e liberados. Os acusados responderão em liberdade ao processo por estelionato, formação de quadrilha e crime contra a ordem tributária - por terem aberto empresas fantasmas sem o pagamento de impostos.

BLOQUEIO DOS BENEFÍCIOS
O gerente regional do Ministério do Trabalho, Jamil Leonardi, afirma que espera receber um relatório da Polícia Civil para que o órgão possa bloquear os benefícios de seguro-desemprego dos funcionários fictícios das cinco empresas do ramo de telefonia. “Ainda não posso afirmar se vamos bloquear, porque é preciso ler o relatório da polícia, mas se comprovada a ação ilícita, faremos os bloqueios das futuras parcelas que receberiam”, disse o gerente.

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