Morreu às 22h40 do dia 5 deste mês na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital São Joaquim/Unimed, Henrique de Souza, aos 84 anos. A morte ocorreu em decorrência de quadro infeccioso gerado por pneumonia e agravado pelas condições físicas do paciente. Pelos últimos 30 dias internado, ele lutou contra grave problema cardíaco que, sem maiores avisos, o acometeu. Segundo os familiares, Henrique chegou à velhice sem nunca ter passado por crises agudas de saúde, mas, em pouco menos de um mês, houve a internação e a morte.
Era natural de Santo Thomás de Aquino (MG). Em seu primeiro casamento tornou-se pai de José, Édson e Aurelino. Viúvo, casou-se com Luzia do Carmo de Souza, nascendo deste enlace o radialista Alex Henrique, repórter e narrador esportivo da rádio Difusora AM, do GCN Comunicação. Seguiu para a capital paulista em busca de realizações profissionais e melhoria de vida. Lá, por mais de 20 anos, integrou grupo que mantinha fábrica de guarda-chuvas e sombrinhas. Tornou-se expert na fabricação e conserto de “artigos dos quais a população paulistana não podia abrir mão, dadas as condições climatológicas de São Paulo que podiam reproduzir todas as estações do ano em um único dia”, conforme contava ao recordar sua história perante amigos.
Há 30 anos resolveu voltar ao interior e escolheu Franca para residir. Na cidade, abriu oficina de consertos de guarda-chuvas e sombrinhas, atuando por seis anos até que a concorrência de produtos importados (especialmente chineses) tornou descartáveis os objetos de sua especialidade. Mudou de ramo: abriu uma marcenaria de móveis rústicos e até 1994 produziu cadeiras, prateleiras e móveis para uma boa clientela.
Aposentado, foi com a mulher residir em pequeno sítio de Capetinga (MG). Passou a cuidar da terra, de alguns animais e a um hobby que - dizia - por falta de tempo e oportunidades, não deu para praticar tanto quanto gostaria: a pesca. Suas maiores alegrias, nestes últimos anos, estavam em receber os filhos, acarinhar a mulher, cultivar frutíferas e “pescar ali por perto mesmo”.
Henrique foi velado e sepultado no Cemitério Municipal de Capetinga, dia 6, sexta-feira santa. Hoje, será celebrada missa de sétimo dia, em intenção de sua alma, às 19 horas, na Igreja de Nossa Senhora Aparecida, Capelinha, em Franca.
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