Região de Franca tem cinco aterros sanitários em situação de risco


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Cinco cidades da região estão com os aterros sanitários em situação de risco. A constatação é de um relatório da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) divulgado ontem com informações da situação dos aterros de todo o Estado. Os aterros de Aramina, Igarapava, Jeriquara e Pedregulho foram avaliados como controlados, porém com adequações a serem feitas. Caso contrário, eles podem ser interditados. A pior situação foi encontrada em Miguelópolis, onde a destinação do lixo recebeu a nota mais baixa e o aterro acabou classificado como inadequado. Na região, no entanto, a maioria das cidades recebeu nota de 8,1 a 10, numa escala de 0 a 10 e seus aterros foram classificados adequados.

O relatório da Cetesb é divulgado anualmente e, segundo o gerente regional do órgão em Franca, Francisco Setti, serve como uma prestação de contas para a comunidade e uma ferramenta que avalia quais os municípios aptos a receberem benefícios como retribuição ao trabalho realizado. O ranking elaborado graças às notas emitidas também serve como critério de pontuação na classificação do Programa Município Verde Azul.

“Podemos dizer que mais de 90% dos aterros da nossa região estão adequados, porém ainda temos alguns que funcionam em situação de risco e precisam de melhorias na parte de operação”, disse Setti que citou como melhorias o cercamento da área, a retirada de animais do local, o fim da presença de urubus e o controle de entrada de veículos no aterro. Nessa lista estão os aterros de municípios como Franca, Ituverava, Patrocínio Paulista, Itirapuã e Ribeirão Corrente.

Com nota 7,7 no Índice de Qualidade de Aterro de Resíduos, o aterro de Pedregulho foi considerado como controlado, pois atende a legislação, mas peca na operação, segundo a avaliação feita em 2011. O engenheiro agrônomo do Departamento de Obras do município, Nelson Quintão Barbosa, responsável pela administração do aterro, disse ontem que há cerca de 40 dias todo o lixo recolhido na cidade está sendo enviado para um aterro particular de uma empresa em Guará. “É o que chamamos de transbordo. Uma carreta vem até Pedregulho todo dia e leva o lixo. Foi a alternativa que encontramos com o fim da vida útil do nosso aterro.”

A reportagem não conseguiu contato com os responsáveis pelos outros três aterros com a mesma avaliação na região. Já em Miguelópolis, que teve o aterro considerado como inadequado, o diretor-adjunto de Meio Ambiente, Carlos Alberto da Silva, disse que irá providenciar as correções pedidas pela Cetesb e conversará com o prefeito sobre a possibilidade de também terceirizar o serviço no município. “Vamos arrumar o que foi pedido.” Segundo Setti, o aterro de Miguelópolis até há pouco tempo ainda possuía lixo a céu aberto com a presença de urubus e catadores.

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