A Polícia Militar de Franca encontrou na tarde de sábado em uma construção na avenida Tenente Lund Pressoto, no Jardim Veneza, o corpo de um homem vítima de homicídio. O homem estava caído em uma casa abandonada nos fundos do terreno com um ferimento grande na cabeça. A suspeita é que ele tenha sido espancado na madrugada. A vítima não possuía documentos e foi identificada por vizinhos pelo nome de Marcelino.
O encontro do corpo ocorreu por volta das 15 horas após denúncia anônima feita pelo telefone 190. Ao chegar ao local, a polícia localizou a vítima em um dos cômodos da construção. O homem aparentava ter cerca de 40 anos, estava de jeans, camiseta preta e tênis. Ele também possuía tatuagens pelo corpo.
Segundo pessoas da vizinhança, o rapaz dormia no local já há algum tempo e trabalhava como guardador de carros nos bares da avenida Champagnat. Os vizinhos também disseram que era comum vê-lo na companhia de uma mulher e ser frequente a presença de outras pessoas desconhecidas no imóvel. A última vez que ele teria sido visto foi na tarde anterior ao dia do crime.
A construção onde a vítima foi encontrada tem quatro cômodos e estava cheia de lixo e retalhos de panos e roupas. Também havia um fogão de lenha. Apesar de cercado, o terreno estava com o portão aberto e uma passagem feita na tela.
Segundo o policial militar cabo Teodoro, que participou do atendimento da ocorrência, o cidadão vivia na rua, mas era conhecido por alguns vizinhos que constantemente forneciam comida para a vítima. “Não temos qualificação dele ainda, mas posteriormente vamos tentar ver alguém que possa identificar ele ou mesmo encontrar alguma documentação”.
Até o fechamento desta edição, a Polícia Civil, que também esteve no local para investigar o caso, não tinha mais informações sobre a vítima e o que poderia ter ocorrido.
3º DO ANO
O homicídio registrado na tarde desse último sábado em Franca foi o terceiro do ano. Os outros dois ocorreram em janeiro e fevereiro. O primeiro aconteceu logo após o Réveillon, quando o sapateiro Tiago Oliveira Vilas Boas, 22, acabou morto com uma facada no Jardim Luiza II. O homicídio foi registrado no meio da rua Luís Milani. Um pedreiro de 45 anos, vizinho da vítima, confessou o crime e foi preso por policiais da DIG (Delegacia de Investigações Especiais).
O segundo homicídio ocorreu no dia 17 de fevereiro na Vila Santa Terezinha. Na ocasião, o empresário José Antônio Mateus, 57, foi assassinado com dois tiros no rosto na garagem de sua casa. A polícia acredita que a vítima tenha reagido quando um assaltante tentou invadir sua casa, já que a porta da sala estava arrombada e uma faca de cozinha foi encontrada ao lado do corpo da vítima.
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