Quatro candidatos já manifestaram o desejo de disputar a cadeira do prefeito Sidnei Rocha (PSDB), que não pode mais ser reeleito, em outubro. Pelo menos outros três ainda devem entrar na corrida eleitoral. Se por um lado sobra disposição, por outro deve faltar recursos. A “campanha do milhão” será um desafio aos concorrentes. Por causa das restrições impostas pelo TSE e por leis municipais que regulam a publicidade, será preciso investir pesado para ser visto pelos eleitores. Políticos ouvidos pelo Comércio afirmam que uma divulgação média custará ao menos R$ 700 mil e que, se não for possível juntar isso, é melhor nem tentar. Há quem fale em investir R$ 3 milhões.
Marcial Inácio da Silva, presidente do diretório municipal do PT, diz que, devido às dimensões da cidade, não é mais possível fazer uma campanha na base do corpo a corpo. “A divulgação na mídia vai ser decisiva neste pleito para o candidato ser conhecido. A produção dos programas de rádio e TV é caríssima. Também é preciso investir em materiais impressos e na contratação de um grande número de pessoal.” Só a gravação e edição dos programas eleitorais deve custar entre R$ 60 mil e R$ 200 mil.
O petista conta que nas eleições para deputado, em 2010, já foi difícil contratar cabos eleitorais. Poucos aceitam trabalhar sem receber um salário mínimo por mês. Levando-se em consideração um grupo de cem funcionários ao longo de três meses de campanha, só com a manutenção de pessoal o gasto seria próximo de R$ 200 mil. Nesta conta é preciso somar as despesas com alimentação e combustível. Marcial estima que a campanha vai custar entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão.
Marco Aurélio Ubiali, pré-candidato a prefeito pelo PSB, fez um pré-orçamento com uma empresa especializada em campanha eleitoral. O pacote, incluindo pesquisas, plano de governo, material de propaganda e divulgação de toda a chapa de vereadores, custaria R$ 5,2 milhões. O deputado tentará baratear os custos e estima gastar entre R$ 2,4 milhões e R$ 3 milhões. “Ninguém que tenha um plano de governo consistente consegue fazer uma campanha razoável para mostrar suas propostas se não tiver recursos. Acredito que, dificilmente, uma boa campanha possa ser feita com menos de R$ 2 milhões”.
O prefeito Sidnei Rocha, presidente do diretório municipal do PSDB, vai na contramão. Ele disse que nunca gastou muito e que uma boa divulgação depende do candidato e da experiência. “Dá para se fazer uma campanha barata, sim. Basta ter inteligência e marketing bem elaborado.”
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