Os bares Pier 888 e Venda do Rico, localizados em frente ao antigo Carrefour, foram fechados ontem pela Prefeitura de Franca. Os dois estabelecimentos são considerados os novos points da cidade, atraindo principalmente o público jovem. A medida foi tomada após reclamações dos moradores do bairro Residencial Amazonas, que alegam perturbação do sossego.
A principal queixa é em relação ao som alto que avança a madrugada, principalmente aos finais de semana. Segundo os vizinhos, eles não conseguem dormir nem mesmo assistir à televisão. Incomodados com a situação, alguns moradores acionaram a polícia por mais de uma vez e registraram boletim de ocorrência.
Ismael Xavier, chefe do Setor de Fiscalização da Prefeitura de Franca, disse que no caso da Venda do Rico, além da perturbação do sossego, falta o alvará que permite o funcionamento no local. Já o Pier 888 está com a documentação correta, mas devido às queixas dos moradores próximos ao local também foi fechado. “Eles podem voltar a funcionar desde que regularizem a situação. Mas estão proibidos de fazer shows ao vivo como vinha acontecendo. Somente está permitido som ambiente e em volume moderado. Eles são choperias e não casas de shows.” A Prefeitura não determinou um prazo para que regularizem a situação. “O interesse é deles”, completou Xavier.
O proprietário da Venda do Rico, Samuel Furini, disse ter ficado surpreso com a determinação da Prefeitura. “Estamos aqui há seis meses e só tivemos uma reclamação. O nosso som é baixo e não atrapalha. Infelizmente tudo começou quando o outro bar - que fica ao lado - abriu. O som deles é pesado e chegamos a falar com a proprietária, mas não adiantou.” Furini afirmou ainda estar com a documentação correta e que voltará a abrir o bar nesta quarta-feira. “Só não abrimos hoje (ontem) porque estamos reformando a cozinha.” Ele chegou a exibir à reportagem um documento que disse ser o alvará da Prefeitura, mas, na verdade, se tratava da inscrição no Simples Nacional.
O Pier 888, de propriedade da empresária Edna Satiko, foi inaugurado há duas semanas. A reportagem foi até o local, mas a proprietária não estava. No bar se encontravam apenas um segurança e um rapaz que se identificou como filho da empresária. Ele disse não ter autorização para falar sobre o assunto. Diversas ligações foram feitas ao telefone de Edna na noite de ontem, mas nenhuma foi atendida.
DETERMINAÇÃO
De acordo com o chefe da Fiscalização, Ismael Xavier, caso voltem a descumprir a determinação da Prefeitura, os proprietários poderão ser multados e, se persistirem, o estabelecimento poderá ser interditado e perder o alvará de funcionamento.
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