O número de consumidores brasileiros que fazem compras em lojas virtuais é cada vez maior. Com base nas tendências do comércio eletrônico, os deputados estaduais Jorge Caruso (PMDB) e Célia Leão (PSDB) apresentaram projetos que visam proteger os consumidores de possíveis armadilhas que podem ocorrer no momento da compra
Os projetos ainda irão tramitar pelas comissões antes de serem apreciados em plenário, mas despertam entusiasmo dos parlamentares por tornar obrigatória a disponibilização de informações sobre as empresas que comercializam bens e serviços na internet, entre outras medidas de segurança. O projeto de Caruso estabelece que devem ser disponibilizados dados do Procon, assim como o Código de Defesa do Consumidor, entre outros. Na mesma linha vai Célia Leão que pretende proteger os direitos dos consumidores supostamente enganados ao fazer compras pela internet com mais informações para que, caso haja algum problema no site ou com algum produto adquirido, o cidadão possa buscar seus direitos judicialmente.
Cuidados na internet
O certificado digital não é apenas um instrumento de transações comerciais e burocráticos, mas um documento pessoal que atesta a integridade da transação e garante que foi realizada pelo portador. Segundo a Certisign (empresa certificadora), o Brasil tem cerca de 70 milhões de internautas, dos quais 25% fazem compras pela internet, mercado que movimentou R$ 18,7 bilhões em 2011. Essa tendência é acompanhada do crescimento dos crimes on-line, com fraudes e roubo de dados. Daí a importância de mecanismos que permitam transações, mas impeçam fraudes.
Auditores em alta
O Datafolha divulgou estudo sobre reajustes de salários de 350 cargos. Entre 130 empresas consultadas na Grande São Paulo, a carreira de auditor foi a mais valorizada no comparativo entre cargos de gerentes, diretores ou chefes. Segundo o instituto, a valorização do auditor foi impulsionada pelo grande número de fusões e a realização de negócios e investimentos de empresas de médio e grande porte no país. Especialistas da área afirmam que a realização de eventos como a Copa do Mundo e a Olimpíada são fatores que contribuem para aquecer o mercado já que o trabalho de um auditor interno é requisitado para garantir transparência e prevenir riscos de fraudes. Em 2011, o jornal The New York Times publicou levantamento feito do governo dos Estados Unidos com as 10 principais profissões em ascensão no país até 2018. A auditoria interna aparece na quinta colocação no grupo Financial Examiners. Atualmente há cerca de 40 mil auditores internos exercendo a profissão no Brasil.
Alerta sobre o crack
O Observatório do Crack divulgou na última sexta-feira que o total de mortes entre os anos de 2006 e 2010 por conta do uso de álcool, fumo, crack e outras drogas no País é de 40.692. O dado foi interpretado pela entidade como “assustador”. A Confederação Nacional dos Municípios (CNM), que mantém o observatório, afirma que “prevenir o uso de drogas lícitas ou ilícitas e conseqüentemente o número de viciados é o caminho para diminuir as mortes”. Por causa disso, a CNM reforçou a solicitação aos governos de mais investimentos na saúde pública na área de tratamento de dependentes, bem como ações preventivas nas escolas. Ao mesmo tempo, estudo divulgado em Brasília pelo Instituto de Medicina Legal (IML) do Distrito Federal vincula o mundo das drogas à violência em geral, confirmando outras estatísticas divulgadas nesse sentido. A pesquisa revela que 63% das vítimas de assassinatos consumiram entorpecentes, principalmente o crack. A maioria delas eram jovens entre 15 e 22 anos. Isso confirma o que se lê diariamente nos noticiário dos jornais regionais –: a maioria dos crimes estão associados a acerto de contas do tráfico. O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, é explícito em relação a isso. A fatia mais considerável da violência nas principais cidades brasileiras está relacionada à introdução do crack. “É um elemento que vem contribuindo para os homicídios e roubos nos municípios brasileiros”, diz.
Bilhete único
O deputado estadual José Zico Prado (PT) quer instituir nas regiões metropolitanas do Estado de São Paulo o bilhete único de transportes, com a finalidade de promover a integração tarifária entre os diversos sistemas de transporte público coletivo. O objetivo, segundo defende em projeto de lei, é assegurar quantas viagens forem necessárias num intervalo de tempo de até 120 minutos sem acréscimo de valor na tarifa. Segundo ele, é comum à população utilizar mais de uma condução para deslocar-se de um ponto a outro da cidade ou da região metropolitana “e isso tem onerado pesadamente o cidadão mais humilde no seu trajeto casa-trabalho”.
Wilson Marini
Jornalista – wmarini@apj.inf.br
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