O promotor de Justiça Paulo César Corrêa Borges voltou a dar expediente em seu gabinete na segunda-feira, depois de uma semana em férias. Ele atendeu o Comércio ontem, mas disse que não iria se manifestar sobre o caso em que é acusado pelo juiz de Direito José Carlos Arimatéa de ter postado cartas anônimas contendo denúncia forjada de nepotismo contra o magistrado e seu diretor de Serviços, Douglas Quintanilha. Borges disse que o assunto está sendo analisado pela Procuradoria Geral da Justiça.
Imagens das câmeras dos Correios, submetidas à perícia, mostram que Paulo Borges esteve na Agência Central em 16 de novembro de 2011 - data da postagem das correspondências anônimas - “segurando papéis” e “aparentemente postando duas cartas”.
O promotor foi atendido no guichê 9, onde estava a funcionária Lorelai Oliveira Telini Rosa. Em depoimento formal à Justiça, ela afirmou: “A carta (...) tem selo e carimbo e foi colocada no meu guichê”.
Paulo Borges afirmou, em entrevista ao Comércio no mês passado, que esteve nos Correios para tirar o CPF dos filhos e negou as acusações.
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