A saúde pública continua na UTI


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A pessoa que não dispõe de muitos recursos e necessita de assistência médica através do SUS corre o risco de padecer numa fila de espera para uma cirurgia ou para conseguir o medicamento necessário. No caso de Franca, a situação não chega a ser calamitosa como na maioria dos municípios brasileiros, mas, ainda assim, fica longe do mínimo desejado. A CNBB escolheu este ano para a Campanha da Fraternidade o tema Que a Saúde se Difunda sobre a Terra, buscando chamar a atenção das autoridades a respeito da realidade no Brasil em vista de uma vida saudável. Pior ainda é saber que muito já foi arrecadado, desde a implantação da CPMF, um sonho do então ministro Adib Jatene para alcançar o mí- nimo necessário, sem se notar qualquer melhora e por isso mesmo acabaram com o imposto do cheque. Veio a Emenda Constitucional 29 para garantir percentuais mínimos para serviços públicos da saúde e nada também foi alterado. O que mais revolta é ver que o governo está gastando milhões na construção e adaptação de estádios de futebol visando a Copa do Mundo, presenteando e fazendo média com alguns clubes brasileiros, enquanto falta dinheiro nos hospitais para garantir cirurgias e internações. Ouvi, certa feita, o próprio Carlos Alberto Parreira, que foi técnico da nossa Seleção, alertar as autoridades dizendo: ‘A euforia de uma Copa enche a alma durante um mês, mas não cura nem enche a barriga dos necessitados!’ Só nossos governantes não en- xergam isso.
 

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