Ele é de cor escura, cheiroso e saboroso. É difícil encontrar alguém que não o aprecie. Ele faz par perfeito com o pãozinho e vai bem com pão de queijo. É presença indispensável na conversa entre amigos e na hora de receber uma visita em casa ou na empresa. Não importa a hora e o local, o fato é que o café é uma paixão nacional e está presente na rotina dos francanos. Uma pesquisa, realizada em fevereiro pela APPM (Análise, Pesquisa e Planejamento de Mercado) sobre os hábitos dos paulistas em relação ao consumo de café, revela que oito em cada dez pessoas tomam a bebida todos os dias.
A empresa consultou mil entrevistados, inclusive moradores de Franca. Setenta e um por cento deles consomem café a qualquer hora do dia e mais da metade bebe em média três xícaras por dia. Trinta e nove por cento prefere café puro e 30%, com leite. Nas cafeterias de Franca, o carro-chefe é o café expresso, mas os cafés com chantilly, mel, canela e até uísque ou amarula fazem sucesso. Como os tipos, os preços também são variados. Nas cafeterias visitadas pelo Comércio vão de R$ 1 (café passado no coador) a R$ 6 (capuccinos especiais ou o café irlandês - com uísque).
No Centro, os tradicionais Café Globo, Café do Théo e Cafeteria Ouro Verde vendem em média 950 cafezinhos por dia. Comerciantes, aposentados, estudantes, advogados, donas de casa consomem a bebida. Alguns religiosamente. Os atendentes já conhecem o gosto de cada um deles. “Temos muitos clientes fixos e a gente se torna quase uma família. Já sabemos em que hora vão chegar, que jeito gostam do café, se querem com espuma, com leite, mais fraco ou mais forte”, disse Élcio Elias, proprietário do Café Globo.
Dos 71% dos entrevistados pela APPM que afirmaram consumir café em qualquer momento do dia, 73% são homens. O contador aposentado Mauro Francisco Leite, 80, engrossa essas estatísticas. Ele mora no Centro de Franca e de domingo a domingo repete a mesma rotina. Segue a pé pela Praça Barão até uma das cafeterias onde se encontra com os amigos para tomar café. Após o almoço faz o mesmo. Sempre saboreia uma xícara de café expresso com um sachê de adoçante. “Não preciso nem falar o jeito que quero, porque elas já sabem. Conhecem até a xícara que prefiro, que é a mais fechada e alta para não esfriar a bebida. O café completa meu dia.”
Os comerciantes do setor notaram que nos últimos anos as mulheres também se tornaram apreciadoras da bebida. Elas, segundo eles, preferem os tipos especiais, que são incrementados com mel e canela, por exemplo. A operadora de caixa Daniela Neves gosta de tomar um cafezinho no emprego ou em cafeterias na companhia de familiares enquanto coloca os assuntos em dia.
Edgard Bressani, presidente da Associação Brasileira de Café e Barista, disse que no Brasil o consumo de café per capita anual é de aproximadamente 4,8 quilos. Segundo ele, é possível aplicar a mesma média em Franca. “A região é tradicional produtora de café e o maior consumo está atrelado à maior qualidade. O brasileiro toma muito café, é um hábito enraizado na cultura brasileira.”
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