‘Melhor o dinheiro do que a vida’


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Por volta das 18 horas de ontem, a reportagem esteve no Posto Franca/Araxá da rua Francisco Marques, na Vila Raycos, e conversou com o gerente José Antônio Machado, 40. Durante a entrevista, o funcionário parou de falar por um instante. A preocupação estava estampada em seu rosto. O motivo era a chegada de dois rapazes em uma moto. “Nós ficamos vulneráveis quando chegam dois em uma moto. Eles não tiram o capacete e você fica inseguro mesmo”, confidenciou o gerente após o susto.

O medo faz parte da rotina da maioria dos funcionários. Entre os frentistas dos postos assaltados este ano, impera o silêncio por medo de represálias e novos crimes. José Antônio, há 20 anos na profissão, conta que foi assaltado “só” três vezes. Em oito anos no Franca/Araxá, foram dois. “Eles abordam, pedem o dinheiro e você tem de entregar. Melhor o dinheiro do que a vida. Já levei uma coronhada, cortou minha cabeça e o sangue desceu. Estava com R$ 100 e o bandido implicou ainda comigo: ‘mas só cem?’. Será que uma vida vale só R$ 100?”, lamentou o gerente.

O frentista ER, 23, do Jardim Paineiras, trabalha em um posto na avenida Emílio Paludetto. O local foi assaltado três vezes este ano, mas o frentista diz que ainda não foi vítima dos bandidos. O jovem está satisfeito na profissão e não pensa em desistir. “A gente aceitou sabendo do risco. Para sair não compensa, dependendo do horário, você não corre muito risco”, finalizou o frentista.

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