Preço do álcool sobe mais rápido do que desce em postos de Franca


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NO BOLSO - Carro é abastecido em posto de Franca: segundo pesquisa, redução no etanol é feita em duas parcelas
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O preço do litro do álcool nos postos de Franca sobe mais rápido do que desce. É o que mostra um estudo feito pelo Departamento de Economia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em Sorocaba.

Comandada pelo professor Danilo Rolim Dias de Aguiar, a pesquisa apontou que os postos da cidade costumam repassar os aumentos efetuados pelas distribuidoras ainda no mesmo mês em que eles acontecem, enquanto que os decréscimos de preços acabam sempre sendo divididos em duas parcelas. “Dessa forma, eles conseguem uma margem maior de lucro porque conseguem retardar o repasse da queda de preços. É como se o preço subisse de elevador e descesse pela escada”, disse.

Além de Franca, a pesquisa ainda analisou o comportamento dos postos em 17 cidades do interior do Estado de São Paulo, com populações entre 25 mil e 1 milhão de habitantes, e teve como base os preços médios praticados pelos municípios e registrados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), tanto no atacado como no varejo. “Na maioria das cidades em que o preço demorou mais a cair, a quantidade de postos é menor do que nos municípios em que a queda foi mais rápida.”

Segundo o professor, em Franca, apesar do aumento ser repassado mais rapidamente. No global, o percentual de queda efetuado pelos postos aos consumidores é um dos maiores do Estado. “Vou dar um exemplo. Quando as distribuidoras aumentam 10% o valor do litro, os postos de Franca sobem, em média, o etanol 7,75% no mesmo mês para o consumidor. Quando há uma queda de 10%, no primeiro mês, há um reajuste para menos de 6,21% e, depois, no segundo mês, de 1,75%. No total, há um decréscimo de 7,96%. Assim, o percentual de decréscimo supera o de acréscimo. Esse fenômeno só se verifica em Franca, Campinas e Presidente Prudente.”

Para Danilo Rolim, a concorrência existente na cidade seria a responsável por este fenômeno. “Quando a maioria dos postos começa a baixar os preços, os outros acabam também reduzindo seus valores para não perder a freguesia, o que se reflete no preço médio registrado na cidade. O estudo concluiu que quanto maior a quantidade de postos num município, menor o poder de mercado do varejo.”

Agora o núcleo de estudo do Departamento de Economia da UFSCar está estendendo a pesquisa para a avaliação de comportamento no caso da gasolina. “Queremos também ampliar o universo de cidades pesquisadas para ter uma noção mais próxima da realidade.”
 

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