Cowboy ou Mama? Quem vai levar o prêmio de R$ 1,5 mi do BBB 12


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Os finalistas
Os finalistas

“Éramos dezesseis.” Parece até nome de novela. Dezesseis. Este era o número de pessoas que ocupavam o sofá da casa do Big Brother Brasil no dia 10 de janeiro de 2012, estreia do reality de maior audiência do país. Mas, e quanto à importância? Faça um exercício mental. Sem pesquisar em qualquer lugar, sem TV, revista, jornal ou internet, responda: quais eram os dezesseis participantes? A não ser que você, leitor, seja um aficionado por BBB, certamente não se lembrará de mais de oito ou dez nomes, não é mesmo? A decadência de um BBB já começa pelos seus quase literais 15 minutos de fama. Ficam na memória do telespectador os personagens mais polêmicos, bem como aqueles que resistem mais tempo no confinamento.

A edição deste ano foi uma das mais ‘sem sal’ dos últimos tempos. Em uma nítida divisão na casa, entre membros que ocupavam o quarto ‘praia’ e o quarto ‘selva’ – nitidamente uma segregação forçada pela própria produção do programa, sempre ávida pelo menor sinal de discórdia – travou-se uma guerra do ‘bem’ contra o ‘mal’ (leia-se: do que a edição do programa apontava como bom – a turma da ‘praia’ – e ruim – os representantes da ‘selva’). Semana após semana, paredão atrás de paredão, deu ‘praia’.

De nada adiantou o rebolado de Laisa, a sexualidade à flor da pele de Renatinha, a porralouquice de Monique, as estratégias de Rafa ou ainda o misto de ‘fúria’ e inocência de Yuri. O público preferiu a inércia de Kelly, os extremismos emocionais de Fabiana (que, convenhamos, pode fazer o maior sucesso dando aulas de teatro), a camaradagem de Jonas e o ‘jeitinho’ humilde de bom moço de Fael. “Bom moço”. Bem entre aspas, se formos analisar. Que bom moço se vangloria, antes mesmo da final de um programa, de que será o grande vencedor?

E o pior é que o cowboy está certo. É, aliás, esse tipo de personagem que sempre acaba levando o prêmio no Big Brother Brasil. O humilde, o boa praça, aquele que sempre vê o lado bom das coisas. O que não sai por aí falando dos adversários, o que ‘vive um dia de cada vez’ na casa. Fael não tem nada de demais. Não é nenhum herói, não sofreu em provas de resistência, não foi ‘anjo’ de ninguém durante o programa. Sua participação limita-se a uma liderança e três paredões – o último deles ainda garantindo R$ 1,5 milhão a mais na conta bancária do veterinário. Ainda assim, antes Fael que Fabiana. O jeito forçado da Mama provoca rejeição. É muito catastrofismo para uma pessoa só. Só ela mesma para acreditar no personagem que construiu no decorrer destes 79 dias de confinamento. Neste BBB, não é nada cabível o uso da máxima “que vença o melhor”. Que vença o ‘menos pior’. Parabéns ao Fael.

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