Nome do PMDB, Marcelo Caleiro decide não disputar as eleições
O tabuleiro do jogo de xadrez em que se transformou o cenário político de Franca registrou expressiva movimentação ontem que deverá se refletir na sucessão municipal. O delegado seccional Marcelo Caleiro confirmou à coluna que não disputará as eleições. Ex-vereador e dono de 31,4 mi votos para deputado estadual nas eleições de 2004, o policial é respeitado dentro do partido. Membros do diretório estadual dizem que ele só não seria o candidato se não quisesse. Marcelão não quer.
Com uma carreira sólida na Polícia Civil, é o chefe da instituição em 17 municípios da região, está em plena ascensão profissional e habilitado a assumir cargos nas instâncias superiores. Aos 44 anos, avalia que não é uma estratégia inteligente colocar em risco o status adquirido na polícia para mergulhar na incerteza das eleições.
A opinião contrária da família, as dificuldades para formar co-ligações e, sobretudo, o custo de uma campanha foram fatores que influenciaram sua decisão. O delegado diz que o candidato que não tiver "bala na agulha" não será notado e, certamente, se frustrará. Garantir um caixa que dará tranquilidade será privilégio para poucos. Para o PSDB e PT, talvez.
O presidente da executiva estadual, deputado Baleia Rossi, virá a Franca no sábado. Durante almoço com integrantes do partido, ele tentará demover Marcelo Caleiro da ideia. O delegado não participará do encontro. Disse que a mulher passará por uma cirurgia e que irá acompanhá-la. Fábio Liporoni, Aírton Sandoval e João Rocha querem sair a prefeito mas a intenção do partido de lançar candidatura própria pode ser revista.
SER OU NÃO SER
A também delegada Graciela Ambrósio (PP) pode seguir o exemplo do chefe Marcelo Caleiro. Ela avalia os prós e os contras de eventual candidatura a prefeita. A reeleição para vereador e posterior eleição para deputado federal surgem como cami-nhos mais seguros.
EFEITO COLATERAL
Três dias após ser derrotado nas prévias do PSDB, o secretário de Finanças, Sebastião Ananias, passou por uma cirurgia e precisou se afastar de suas funções na Prefeitura. Ele de-verá retornar ao trabalho segunda-feira. Alexandre Ferreira foi um dos primeiros a ligar para ver se o colega está bem.
CANDIDATÍSSIMA
Valéria Marson não deu expediente segunda-feira. A derrota frustrou, mas não desanimou. Ela já avisou que vai se candidatar a vereadora.
ESTRATÉGIA
Alexandre Ferreira comemorou a vitória nas prévias do PSDB com amigos em um restaurante no sábado. Passada a euforia, começará a estruturar a campanha e iniciará as conversas para buscar alianças. O PPS, o PTB e o PMDB serão consultados. O secretário também está recebendo dicas de marketing. Deve destacar o que fez de bom e buscar respostas para aspectos ne-gativos da Saúde que poderão ser atribuídos a ele, como fila das cirurgias eletivas, mortes no PS, tempo de espera para consultas com especialistas e explosão dos casos de dengue.
PRÉ-PAGO
Retornar ligações não é uma das maiores virtudes de Alexandre Ferreira. Agora prefeitável, ele promete que será dife-rente.
PRESTÍGIO
O vice-prefeito Ary Balieiro (PTB) não é visto com frequência em eventos públicos. Raramente sua presença é citada. Na sexta-feira, durante solenidade de instalação da Vara da Fazenda Pública no Fórum, foi diferente. O deputado Ubiali (PSB) foi o primeiro a destacá-lo na plateia formada por desembargadores, juízes e promotores. Sidnei Rocha (PSDB), que pouco lembra-se do seu vice, também o saudou em seu discurso. Depois, foi a vez de Ivan Sartori, presidente do TJ, fazer referências ao experiente político.
FALHA DE PROTOCOLO
O curioso é que Ary Balieiro não estava no Fórum. Ele havia embarcado em um cruzeiro dois dias antes com a mulher Maria Ignês e um casal de amigos. No momento em que as autoridades destacavam sua presença, o vice-prefeito passeava em Olinda. O grupo vai dar uma esticadinha até a Itália e só retornará no dia 22 de abril, data, aliás, em que é comemorado o descobrimento do Brasil.
HOMILIA
Missa de domingo, 9 horas. O padre José Geraldo Segantin disse aos fiéis que a cidade está “balançando” e que precisa de alguém que a faça navegar em águas calmas. O deputado Roberto Engler não disfarçou o sorriso de satisfação.
FALA QUE EU TE ESCUTO
É verdade que os discursos dos vereadores na tribuna são pra lá de chatos e cansativos, mas o desrespeito dos políticos com os colegas que estão falando é absurdo. Terça-feira, Laercinho (PP) se irritou. “Vou falar para vocês da internet, porque os vereadores não estão ouvindo.” Quinze pessoas estavam conectadas.
VAPT, VUPT
Normalmente, a publicação de uma lei aprovada pela Câmara costuma demorar dias, semanas até. A que concedeu o reajuste de 6% para os servidores foi sancionada em tempo recorde. Entre o “sim” dos vereadores no plenário e a publicação oficial não se passaram mais do que 15 horas. E o salário, ó...
Edson Arantes
Jornalista – edson@comerciodafranca.com.br
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