Operadoras de telefonia celular em Franca reclamam da quantidade de vezes que são vítimas de furtos. Somente este ano, uma única empresa da telefonia foi alvo seis vezes de ações de vandalismo e furto em suas torres, alcançando um prejuízo de R$ 500 mil. Ladrões invadem os locais onde estão instaladas as torres de transmissão para furtar cabos de cobre e baterias de gel, muito utilizadas em sons automotivos.
A polícia não tem um número exato de ocorrências envolvendo furtos em torres de transmissão do sinal de telefonia celular foram registradas neste ano em Franca. A modalidade de crime se mistura aos 1296 boletins de furto registrados nas delegacias, mas num acompanhamento feito pelo Comércio da Franca, somente este mês foram quatro invasões a terrenos onde estão instaladas as torres. No local, o equipamento foi danificado ou levado por bandidos.
A ocorrência mais recente foi registrada na semana passada no Jardim Ana Dorothéa, onde pintor invadiu uma torre de transmissão e furtou quase 100 metros de cabos do local. Ele foi detido e preso em flagrante no 4º Distrito Policial. Em outra ocorrência apresentada pela PM também em fevereiro, soldados se depararam com dois rapazes que carregavam vários metros de fios num saco, o equipamento havia sido furtado de uma torre na zona leste. A polícia não conseguiu localizar nenhum representante da empresa Claro de telefonia, vítima da dupla e eles foram liberados.
Além dos fios de cobre, que é vendido para ferros-velhos, as baterias de gel utilizadas nas torres se tornaram muito visadas pelos criminosos. Além de intensificar o patrulhamento para prender os marginais durante os furtos, a polícia tem procurado identificar os receptadores desses materiais. “É um produto que tem muita procura. Os ladrões têm facilidade em desová-lo, pois o material vem sendo usado em som automotivo. Já identificamos vários receptadores. O caso mais recente foi de um dono de depósito de sucatas que prendemos em flagrante por estar com dez baterias furtadas em seu comércio”, disse o delegado Daniel Paulo Radaelli.
O preço pago pelos receptadores contribui para esse aumento. Uma bateria de gel original pode custar até R$ 700, enquanto as furtadas são facilmente repassadas pelos criminosos ao preço de R$ 100. Já o fio de cobre, depósitos de sucatas chegam a pagar pelo material entre R$ 8 e 12. A revelação foi feita por um rapaz detido na semana passada com cabos recém-furtados. “É o preço que a gente consegue vender. O dinheiro serve para comprar coisas para comer e usar drogas”, disse o acusado MFD, 28, detido pela PM e apresentado no 3º Distrito Policial com quase 50 metros de cabos. Ele só não revelou o local para quem venderia o material.
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