A humilde casa de seis cômodos da rua Luiz Tassinari, no Jardim Alvorada, está abandonada há quase dez anos. A casa que pertencia ao casal Carlos Roberto Faccion e Maria Aparecida da Silva, morto na chacina, ficou de herança para quatro filhos, entre eles Dudu e o acusado Carlos Fabiano Faccion. Porém, vizinhos dizem que é raro alguém entrar no local. Com mato alto e até uma Belina destruída pelo tempo, a casa chama a atenção de curiosos. “Muita gente passa no local, pergunta se foi aqui (no Jd. Alvorada) a chacina, mas não tem nada de diferente. Perguntam se é assombrada, mas não tem nada disso. É um lugar normal”, disse o metalúrgico Claudemir Diverne, 40, vizinho da casa abandonada.
Em outra casa vizinha mora a dona de casa Silvia Diverne, 40. Segundo a mulher, ela se mudou para o local dois meses após a tragédia. “A mulher (Maria Aparecida da Silva) era realmente uma pessoa muito boa. Ela dizia que não via a hora da gente mudar para cá para sermos vizinhas.” Silvia disse que já entrou na casa e descreve a sensação como “horrível”. “Dá uma tremedeira. É muito difícil entrar lá. Tentamos imaginar o sofrimento daquele povo”, finalizou a vizinha.
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