Criação de peixes na região de Franca vira negócio lucrativo


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NEGÓCIO - O empresário Oziel Batista Teixeira e sua mulher Aede Teixeira montaram a empresa Peixe Sim, em Peixoto, e estão expandindo os negócios
NEGÓCIO - O empresário Oziel Batista Teixeira e sua mulher Aede Teixeira montaram a empresa Peixe Sim, em Peixoto, e estão expandindo os negócios

Os lagos formados pelo rio Grande na região de Franca têm sido usados nos últimos anos para o desenvolvimento de um novo negócio: a criação de peixes em cativeiro (tanques-rede). O sistema começou a ser difundido em Cássia, Delfinópolis e Ibiraci, todas em Minas Gerais, há cerca de cinco anos, como uma alternativa de geração de renda para os produtores ribeirinhos, ganhou apoio da Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural) e hoje já conta com 20 produtores que produzem em média 10 toneladas de pescados por mês.

As criações começaram primeiramente em tanques escavados, voltados para pesque-pague. Com a baixa nos negócios e o crescimento do consumo de peixes, os piscicultores da região viram na criação em tanques-rede uma forma de reverter a situação. “A criação nesse sistema é mais eficiente e intensiva, o produtor consegue baratear o peixe”, disse o presidente da Aamorg (Associação dos Aquicultores do Médio Rio Grande), José Antônio Delfino Barbosa. A associação reúne produtores e trabalha para a montagem de um abatedouro em Cássia.

Os tanques-rede são uma espécie de gaiolas/reservatório, com 2 metros de comprimento e 1,5 metro de profundidade que, colocados na água, servem de habitat para os peixes filhotes, também chamados de alevinos. Na água, o primeiro passo é colocar os peixes em um “berçário”, onde permanecerão até ganharem peso e tamanho para, em seguida, serem transferidos para a etapa de engorda. O processo pode levar de seis a oito meses - tempo suficiente para o peixe ganhar o peso ideal de ser abatido. “Preferimos peixes maiores. O ideal é de 1,5 quilo a 2 quilos, mas alguns chegam a 3 quilos. Há criadores, no entanto, que trabalham com peixes menores para filé”, disse o empresário Oziel Batista Teixeira, que está no ramo desde 2003 e hoje é referência no assunto (leia texto ao lado).

Segundo Barbosa, o negócio deve ganhar mais adeptos até o fim do ano quando está previsto a abertura da unidade de processamento, que vai agregar valor ao produto e ajudar a conquistar novos mercados. “Temos muitas pessoas esperando o frigorífico.”

O frigorífico, que está sendo construído em Cássia com verba federal e apoio da Prefeitura, terá o registro do Serviço de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A licença permitirá a venda em larga escala até para exportação. “A piscicultura é viável, mas precisa ter estrutura e toda uma orientação. O produtor que não souber comercializar pode ficar com o peixe encalhado”, disse Barbosa.

O rendimento de quem investe no negócio depende da quantidade de tanques a ser instalados na propriedade. Em média, um tanque com 500 peixes proporciona um retorno inicial de R$ 5 mil.
 

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