Juiz mantém silêncio desde a divulgação do processo


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José Rodrigues Arimatéa
José Rodrigues Arimatéa

Desde a entrevista concedida ao Comércio da Franca no início da semana passada, o juiz da Vara do Júri, Execuções Criminais e da Infância e Juventude, José Rodrigues Arimatéa, não atendeu mais a imprensa.

O último comentário público do magistrado foi em um julgamento do dia 22, data em que o Comércio publicou a notícia de que o promotor Paulo Borges é acusado de “fabricar” denúncias contra Arimatéa. Antes de iniciar o julgamento, o juiz relatou brevemente o caso e afirmou que as informações publicadas se referiam ao procedimento administrativo, aberto por ele no fim do ano passado, para apurar as denúncias da carta anônima. Ressaltou também que não foi o responsável pela divulgação de cópia da sentença, mas não fez qualquer reparo ou correção a tudo que foi publicado pelo Comércio.

No processo administrativo que instaurou para apurar o caso, o juiz concluiu que a análise da gravação das câmeras de segurança da Agência dos Correios e o depoimento da funcionária Lorelai Oliveira Telini Rosa são suficientes para comprovar o envolvimento do promotor. “(...) ressalvado eventual equívoco nos cálculos, o Doutor Paulo César Corrêa Borges postou duas cartas contendo denúncias gravíssimas, ofensivas, inclusive contra esse magistrado.”

O juiz apareceu em público na última sexta-feira, durante a solenidade de inauguração da Vara da Fazenda Pública no Fórum da Comarca de Franca. Arimatéa foi o escolhido para presentear o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), desembargador Ivan Sartori, com um par de sapatos fabricado por uma indústria do município.
 

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