Enquanto nos contos macabros o período cabal para os monstros saírem do armário é o da Lua Cheia, na vida real esse período é conhecido como pré-menstrual. Ou “monstrual”, se preferir. Esse período, que acontece com tensão todos os meses para 75% das mulheres, pode durar até 10 dias e é capaz de transformar sua doce e meiga namorada em uma bruxa apta comer qualquer lobo mau. Ou transformar sua compreensiva mãe em uma daquelas vilãs dignas dos dramalhões mexicanos. Para dar uma forcinha nesta hora, o Se Liga desta edição vai explicar como esse “fenômeno” acontece e como pode ser amenizado.
De acordo com um compilado de dados formado pela ginecologista Nádia Vieitez, 63% dos crimes cometidos pelas mulheres acontecem neste período. Ela ainda afirma que o assunto é pauta para diversas discussões. “Na verdade este tema é bastante discutido e já bem conhecido. As fontes de estudos são diversas mas todas concordantes”, afirma a médica.
Sim, conviver com elas não é fácil na TPM (Tensão Pré-menstrual), mas, sê-las também não. Um conjunto de sintomas físicos, emocionais e comportamentais surge após um turbilhão hormonal ser descarregado dias antes da menstruação. Dores de cabeça, mamárias e musculares, distensão abdominal, enjoo, espinhas e, em alguns casos, até diarreia, são decorrentes deste turbilhão.
Por si só esses incômodos físicos seriam capazes de irritar até mesmo uma boneca Barbie, mas os reflexos emocionais parecem estar ligados a neurotransmissores, como a serotonina, que quando em baixas quantidades levam a depressão, irritação e variação de apetite. Também a queda de estrogênio e progesterona podem estar relacionada a retenção líquida causando dores e, esses fatores tendem para a angústia, tristeza, alteração de humor e baixa autoestima.
Ainda não se convenceu da dramaticidade da situação? Bom, então ponha na conta a insônia ou excesso de sono, compulsão alimentar - geralmente por doces, como o chocolate- e aumento ou diminuição do apetite sexual.
A TPM é classificada nos tipos A, D, H, e E. O tipo “A” é a mais “perigosa”; nela, os sintomas são relacionados a ansiedade: agressividade, irritabilidade e tensão nervosa; o que pode explicar o aumento no índice de crimes e términos de relacionamento.
Os sintomas da “D” estão ligados a depressão, que geram a insônia, choro fácil e o desânimo. Na “H” é identificado um aumento nos hidratos de carbono, que causam a alteração de apetite, a compulsão por doces e, por fim, a “E”, que provoca os sintomas físicos como a mastalgia, inchaço no abdômen, ganho de peso e dores de cabeça.
O ANTÍDOTO DO MONSTRO:
Se a TPM estiver interferindo de maneira incisiva na vida pessoal, social e/ou profissional da mulher, o método mais eficaz é procurar ajuda profissional e correr com a receita à drogaria mais próxima. Mas, se o monstro não for assim tão feio, segue alguma dicas que podem ajudar:
Exercite a língua:
Converse bastante, a fala contribui para eliminar a tensão
Relaxe:
Evite situações de estresse, faça atividades prazerosas e exercícios físicos
Pé no freio:
Não tome decisões importantes neste período. Atitudes precipitadas acontecem com frequência na TPM
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