A sucessão municipal em Franca ganha um novo capítulo neste sábado. Após PT e PSB definirem seus pré-candidatos a prefeito, chegou a vez do PSDB. Hoje poderá ser conhecido o nome do partido para concorrer ao cargo nas eleições municipais de outubro. Estão na disputa os secretários municipais Alexandre Ferreira (Desenvolvimento e Saúde), Sebastião Ananias (Finanças) e Valéria Marson (Urbanismo), além do técnico em segurança do trabalho Reinaldo Nunes, irmão do secretário de Ação Social, Roberto Nunes Rocha.
Os cerca de dois mil filiados tucanos em Franca poderão participar da prévia, desde que estejam em dia com as obrigações na Justiça Eleitoral e apresentem documento oficial com foto. A votação acontece no período das 9 às 12 horas, na sede do diretório do partido, na avenida Orlando Dompieri, 1.720. Na última quarta-feira, através de sorteio, o partido definiu a ordem dos nomes nas cédulas de votação. Ananias é o primeiro, seguido por Alexandre, Valéria e Reinaldo.
A apuração dos votos se inicia ao final da votação e não há previsão do horário de término da contagem. Caso nenhum dos quatro pré-candidatos alcance 50% mais um dos votos válidos, haverá a realização do segundo turno da prévia. Na disputa estarão os dois nomes mais votados hoje. A próxima votação interna do partido, se necessária, já está confirmada para sábado, dia 31, no mesmo local.
PARTIDO RACHADO
O PSDB está no comando da Prefeitura desde a vitória nas eleições de 2004, quando Sidnei Rocha foi alçado ao posto de prefeito de Franca pela segunda vez, com 57 mil votos (36,9% dos votos válidos) - em 1982 ele foi eleito, mas deixou o cargo em abril de 1987 para assumir a presidência da Vasp. Reeleito em 2008 com mais de 110 mil votos (66,9% dos válidos), Sidnei tornou a sigla ainda mais forte na cidade.
O prefeito se recusava a citar nomes para sucedê-lo até a noite do dia 4 de outubro do ano passado. Durante ato de filiação na sede do partido, ele lançou os nomes dos secretários municipais Alexandre, Ananias e Valéria para a disputa interna do partido. Foi o início de rachas dentro do PSDB.
Dias depois do anúncio, houve uma divisão interna entre os pré-candidatos. Após a indicação, eles passaram a disputar espaço durante eventos e inaugurações de obras. E ocorreram reclamações por parte dos que se sentiram preteridos. Sebastião Ananias afirmou, na época, que estaria decepcionado com o tratamento que vinha recebendo de Sidnei e chegou a insinuar que poderia não disputar as prévias, o que não aconteceu.
Dentro do partido, quem ficou mais indignado foi o deputado estadual Roberto Engler. Em entrevista, Engler disse que havia um acordo e, se ele quisesse ser candidato, a vaga seria dele. “Indiquei o Sidnei como presidente do partido e, logo em seguida, a contrapartida que ele me deu foi tentar puxar o meu tapete”, afirmou em entrevista ao Comércio. Havia expectativas de que o deputado poderia indicar um nome para as prévias, o que não ocorreu.
Engler disse que, não só não disputaria as prévias, como também iria manter distância das eleições internas - o que de fato aconteceu.
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