'Operação Malha Verde' chega a Franca e surpreende madeireiros


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OPERAÇÃO MALHA VERDE - Soldados da Polícia Ambiental verificam madeiras armazenadas em empresa. Material é comparado com notas de entrada da mercadoria no estabelecimento.
OPERAÇÃO MALHA VERDE - Soldados da Polícia Ambiental verificam madeiras armazenadas em empresa. Material é comparado com notas de entrada da mercadoria no estabelecimento.

A Polícia Ambiental realiza em todo Estado de São Paulo a “Operação Malha Verde” para detectar irregularidades em madeireiras. Em Franca, a ação teve início na quarta-feira e deve terminar hoje. Duas empresas já foram fiscalizadas na cidade e uma em Jaboticabal. O balanço oficial da operação será divulgado somente no fim da tarde desta sexta-feira, com os resultados de autuações e irregularidades verificadas na blitz.

Num balanço parcial da 3ª Companhia da Polícia Ambiental de Franca, uma madeireira foi multada na cidade e outra advertida em Jaboticabal - para que regularize a situação do pátio onde estão depositadas as madeiras. Os proprietários tem um prazo de 30 dias. Na região de Barretos duas madeireiras foram multadas e, somadas, as autuações chegam a R$ 275 mil.

O principal foco da fiscalização da Polícia Ambiental, que conta com respaldo da Secretaria do Meio Ambiente e Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), é identificar irregularidades como a comercialização de madeiras nativas amazônicas, a estocagem do material e a conferência do DOF (Documento de Origem Florestal). Até o momento a blitz fiscalizou quatro das cerca de 47 madeireiras existentes em Franca.

A ação da polícia é complexa e demanda muito tempo em cada empresa. Os soldados ambientais verificam e medem toda a madeira estocada, identificando a espécie do material e checando as notas fiscais de entrada e saída. Uma das empresas fiscalizada em Franca apresentou irregularidade no DOF e foi multada em R$ 8.294,93. “Havia irregularidade no montante apresentado no DOF com o comparado no físico. Ou seja, a madeira foi vendida, mas não ocorreu a baixa no DOF”, disse o sargento Carlos Roberto da Silva, que comandou as ações de campo nas madeireiras ontem.
 

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