Paulo Borges se diz ‘indignado’


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DENUNCIADO - Paulo César Corrêa Borges, promotor de Justiça, é acusado de postar cartas com denúncias anônimas
DENUNCIADO - Paulo César Corrêa Borges, promotor de Justiça, é acusado de postar cartas com denúncias anônimas

Paulo Borges repudiou as acusações de José Rodrigues Arimatéa. Disse que ficou “injuriado e indignado” com as acusações. Negou ser o autor da denúncia anônima. Admite ter ido aos Correios no dia 16 de novembro, mas para tirar o CPF dos filhos.

O promotor disse que ficou sabendo por colegas da promotoria que o procedimento instaurado pelo juiz contra o diretor havia sido arquivado e que estava sendo apontado como o responsável pela postagem das cartas. No mesmo dia, 8 de fevereiro, foi conversar com Arimatéa para exibir os documentos de CPF com os horários de atendimento e negou ser o autor das postagens.

Ao Comércio, Paulo Borges classificou a decisão do juiz de “conclusão absurda”. “É um fato extremamente lamentável (...) É algo absolutamente autoritário e antidemocrático a difamação que vem fazendo contra a honra de uma autoridade que sempre prestou serviços nesta Comarca.”

O promotor disse que “não há material probatório” de que ele tenha sido o autor da denúncia. “O que existe é que foi feita uma investigação da minha vida privada. Encontraram um vídeo em que estou utilizando os serviços do Correio. Nas imagens do laudo não há registro de nenhum envelope sendo entregue para a atendente. Apenas papéis que eram as certidões de nascimento dos meus filhos. Mostram, sim, a máquina emitindo os recibos.” O promotor apresentou recibos que comprovariam que ele teria retirado CPFs às 9h57 e às 10h01. Também apresentou imagens que constam do laudo mostrando que ele ficou no guichê das 9h55 às 10h05. Em seguida, teria se dirigido para o prédio do Poupatempo e feito a impressão dos documentos dos filhos - um às 10h41 e outro às 10h46. “Até onde sei, não há nenhum registro de horário da postagem da carta anônima. Para falar em probabilidade, seria preciso verificar o número de usuários dos Correios e levar em consideração que a carta poderia ter sido colocada na caixa existente do lado de fora no dia anterior, que era feriado.”

Paulo Borges disse que há “irregularidades” na apuração feita por Arimatéa. “Uma autoridade que é envolvida em uma denúncia não pode investigar esta denúncia (...) Assim como o promotor não pode investigar juiz, juiz não pode investigar promotor. Estou absolutamente consternado e ofendido pela onda difamatória que se seguiu a partir de uma sentença, onde está certificado nos autos que ninguém teve acesso.”

O promotor afirmou que as acusações não vão provocar mudanças na sua forma de atuação. “Não vão inibir a minha atuação.”

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