A sentença em que o juiz de Direito Corregedor José Rodrigues Arimatéa, responsável pela Vara do Júri, Execuções Criminais e da Infância e da Juventude, acusa o promotor Paulo Borges de plantar denúncia anônima foi assinada no dia 18 de janeiro.
O juiz José Rodrigues Arimatéa, em entrevista exclusiva à reportagem do Comércio, deu detalhes da apuração interna, ratificou a confiança no seu diretor de cartório e disse ser muito pouco provável que Paulo Borges não seja o autor das denúncias.
“Instaurei o procedimento com base em expediente que me foi remetido pelo próprio Ministério Público. As conclusões a que cheguei estão contidas na sentença deste procedimento. Foram colhidas as provas e tudo o que consta está na sentença. Pelo o que constatamos, não houve nenhuma prática ilícita e muito menos uma prática imoral no âmbito do serviço público”, disse o juiz sobre as acusações contra o diretor do cartório.
Arimatéa disse que a apuração interna foi aberta para checar a veracidade das denúncias e também a origem. Para o juiz Arimatéa, as provas colhidas são suficientes para constatar a origem. “Sem dúvida, me parece que sim. Constei isto na sentença. Tudo o que foi apurado já foi enviado para o Tribunal de Justiça. Havendo a necessidade de alguma providência contra este ou aquele agente, o Tribunal, certamente, tomará esta providência”, disse ele.
Em comunicado enviado por e-mail pela assessoria de imprensa ao Comércio, o Tribunal de Justiça afirmou que está apurando internamente o caso e que ainda não há decisão sobre medidas que, eventualmente, poderão ser tomadas.
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