Governo Federal pede provas da triangulação chinesa de calçados


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As entidades do setor calçadista que participaram na última terça-feira de uma audiência pública em Brasília para discutir a ampliação das medidas antidumping para outros países asiáticos, além da China, ganharam o prazo de dez dias para apresentar provas da existência da triangulação.
Segundo a Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados) e polos calçadistas do Brasil, a China encaminha seus produtos para países como Vietnã e Taiwan, que conseguem exportar o calçado finalizado sem barreiras, burlando as taxas existentes.
As provas colhidas deverão ser apresentadas ao Decom (Departamento de Defesa Comercial), que anexará todo o material ao processo existente. Na sequência a documentação será enviada para a Comex (Câmara de Comércio Exterior) do Ministério do Desenvolvimento onde os ministros avaliarão as informações coletadas e tomarão a decisão. No caso, a expansão ou não da taxação de US$ 13,85 mais os 30% de taxa sobre o valor total de cada par de calçado vindo dos referidos países.
Na audiência de terça-feira, Franca foi representada pelo presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão do Couto.

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