Justiça do Trabalho dá prazo para nova eleição em Sindicato


| Tempo de leitura: 2 min
POLÊMICA - Foto de arquivo mostra apuração do Sindicato dos Servidores. Eleição pode ser anulada definitivamente pela Justiça caso chapas concorrentes não realizem novo pleito
POLÊMICA - Foto de arquivo mostra apuração do Sindicato dos Servidores. Eleição pode ser anulada definitivamente pela Justiça caso chapas concorrentes não realizem novo pleito

A Justiça deu um prazo de dez dias para que a diretoria do Sindicato dos Servidores Municipais de Franca realize uma nova eleição. A decisão foi tomada pelo juiz Alexandre Alliprandino Medeiros em audiência ocorrida ontem na 2ª Vara do Trabalho. Segundo o advogado Tony Rocha, da chapa 2 - derrotada na votação, os concorrentes devem chegar a um acordo para que a nova eleição ocorra. Caso não haja um consenso no prazo, o juiz pode tomar a iniciativa e anular definitivamente as eleições.

Na noite do dia 18 de janeiro, José Nhozinho Sales Ramos, o Paraná, representante da chapa 1, foi reeleito para a presidência da entidade com 502 votos contra 188 conquistados pela chapa opositora, encabeçada por Luiz Fernando Nascimento. A eleição durou três dias. Durante a apuração, membros da chapa 2 acusaram os concorrentes de terem fraudado as cédulas, dizendo que as assinaturas dos mesários não batiam com as apresentadas nos votos. Os integrantes da oposição deixaram o plenário antes do fim da contagem, sob escolta policial.

Um dia após o fim das eleições, a chapa 2 ingressou com pedido de liminar na Justiça, pedindo a abertura de inquérito policial e cível. Ontem aconteceu a primeira audiência. “O juiz está tentando conciliar o processo, para que nós possamos ter um outro processo eleitoral sem as animosidades que tivemos na primeira e na segunda chamada desse processo que se encerrou”, disse Rocha. A primeira tentativa de escolher a nova diretoria do sindicato aconteceu em dezembro do ano passado, mas o quórum necessário não foi atingido.

Segundo o advogado da chapa 2, entre as irregularidades destacadas durante a audiência estão o fato de a calçada da sede do Sindicato ter sido pintada com os dizeres “Vote Chapa 1” e a dificuldade enfrentada pelos servidores para entrarem no Sindicato e votar.

As conversas entre as chapas ainda não começaram, mas caso o juiz tenha de intervir, Rocha acredita que a eleição será anulada. “A decisão que a gente acredita que ele tome é de anular o processo eleitoral e fazer um novo pleito”, completou.

A reportagem tentou contato durante a noite de ontem com o atual presidente do Sindicato, através de ligações em três números diferentes, sem sucesso. Na sede do Sindicato, não havia ninguém. Segundo o advogado da oposição, o mandato da antiga gestão acabou no dia 14 março. Caso a eleição seja anulada, será preciso nomear uma comissão interventiva, e escolher um nome que cuide da diretoria interinamente.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários