Aproveitando os dias de descanso, estivemos com um agradável grupo de amigos passeando pela encantadora região pantaneira do Mato Grosso do Sul, um espaço turístico muito procurado por brasileiros e visitantes de outros países.Tudo começa na longínqua Corumbá, distante daqui 1.350 quilômetros, na divisa com a Bolívia. De lá, saem os chamados barcos-hotéis, levando grupos formados por cerca de 20 pessoas, dependendo do tamanho da embarcação escolhida e contratada.Subindo o Rio Paraguai,passando por alguns de seus afluentes, os pescadores ou projeto disso, como eu, passam para os botes menores e, assessorados pelos “piloteiros”, tentam capturar algumas espécies, sempre protegidos por roupas cobrindo todo o corpo, além de repelentes, e mesmo assim são atacados por mosquitos do local. Mas, tudo isso faz parte da festa. O controle de preservação dos peixes tem sido rigoroso, não permitindo atualmente a pesca de dourados. Outras espécies precisam estar acima da medida mínima, caso contrário deve ser devolvido à água. O pescador amador pode capturar até 10 quilos de peixe, mais um exemplar de qualquer espécie e cinco piranhas, sempre na medida permitida. Quem não obedece as regras pode receber multa de R$ 700 até R$ 100 mil e ainda um acréscimo de R$ 20 por cada quilo de pescado. E não há exagero em nada, pois os veteranos dessa pesca embarcada afirmam que atualmente anda bem reduzido o número de peixes, comparado há outros anos. Daí, a real necessidade da preservação das espécies.
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