S. Abrão


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Séc. IV “Abrão” quer dizer “pai excelso”

Abrão, o Solitário, viveu por volta do ano 300, em Edessa, na Mesopotâmia. S. Efrém, que escreveu sua vida, conta-nos que ele era de família rica e acabou se casando para não contrariar os pais, que promoveram uma grande festa nupcial. No sétimo dia de festejos, Abrão fugiu e se refugiou numa cabana. Para não ser importunado, mandou lacrar a porta, deixando apenas uma abertura para passar a comida. Dez anos depois, com a morte dos pais, herdou grande fortuna, que mandou distribuir aos pobres. O bispo de Edessa, entretanto, obrigou-o a sair da cabana e o enviou como missionário a Beth-Kiduna. Ali construiu uma igreja, sofreu perseguições e trouxe muitos à fé cristã. Conta-se também que Abrão tinha sobre seus cuidados uma sobrinha que com ele levava vida penitente. Seduzida por um falso monge, começou a levar vida dissoluta. Disfarçado de soldado, Abrão foi a seu encontro, comendo e bebendo com ela, revelando naquele encontro quem de fato ele era, conseguindo assim desviá-la do tortuoso caminho.

ORAÇÃO
Do Deus restaurador

Deus, nosso Pai, vosso amor opera maravilhas. Sois aquele que abre um caminho pelo mar, pelo mar de nossos desaventos e faltas de amor: ‘Moisés estendeu a mão sobre o mar. O Senhor fê-lo recuar com um vento impetuoso vindo do oriente, que soprou toda a noite. E pôs o mar a seco’ (Ex 14,21ss). Sois aquele que abre uma vereda nas águas impetuosas de nossas vaidades e aflições de espírito. Libertai-nos daquilo que nos amarra, atrasa, deprime, que nos faz parar de rir, de acreditar, por medo de prosseguir. Apagai nossos erros passados, mostrai-nos um caminho novo, iluminai nossos passos, clareai-nos por dentro, fazei brotar as sementes de paz e de fraternidade semeadas em meio a dores, lágrimas de sangue e esperanças. Nossas capacidades para o bem, avivai, multiplicar, plenificai; nossa sede de verdade e de justiça, aumentai, exasperai, excedei; de amor e de ternura, nossos corações elevai, inflamai, abrasai.

Os Cinco Minutos dos Santos/J. Alves
São Paulo: Editora Ave-Maria, 2002.

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