Jovem aprisionado em casa continua sem assistência


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sofrimento - Mãe segura a mão do filho de 29 anos que vive trancado em quarto
sofrimento - Mãe segura a mão do filho de 29 anos que vive trancado em quarto

O drama vivido pela família de um jovem de 29 anos com problemas mentais que vive aprisionado numa “solitária” em sua casa continua. A esperança da mãe era que após a publicação da reportagem pelo Comércio sobre as dificuldades da família no domingo, 11, alguma ajuda receberiam. As expectativas foram frustradas. “Ninguém se manifestou nem me procurou para saber a situação que estamos enfrentando.”

Para complicar, no domingo, o jovem teve uma crise de agressividade. Ele vive fechado em um quarto da casa blindado com uma porta de aço. Quando está nervoso, esmurra a porta e grita. No dia 11 permaneceu agitado por horas. Além dos murros na porta e gritos, rasgou o colchão e a roupa de cama e ao balançar a grade da janela do cômodo com as mãos ela se soltou.

Sem conseguir controlá-lo, a família decidiu pedir socorro médico. Segundo a mãe, o marido ligou para a ambulância, mas não foi atendido. Então ele decidiu acionar a polícia, que conseguiu atendimento médico. “Levaram ele para o ‘Janjão’, deram uma injeção e alta para voltar para casa. O caso é de internação, mas alegaram que não tinha vaga no ‘Allan Kardec’ (hospital psiquiátrico).”

O jovem começou a apresentar problemas mentais aos dois anos depois de perder o fôlego e sofrer uma queda. A falta de oxigênio no cérebro deixou sequelas. Segundo a família, depois dos 16 anos, ele passou a ter crises de agressividade e sempre bate nos familiares e quebra objetos da casa. A família luta por internação, mas não consegue vaga. “Fico triste do meu filho ficar longe de mim, mas assim é impossível conviver com ele”, disse a mãe.

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