Mais engenheiros no Interior paulista


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Parceria entre o governo do Estado e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) anunciada nesta terça-feira na capital prevê criar 11 novos cursos de graduação na área de engenharia até 2014

Ao todo, serão 440 vagas. Com isso, a Unesp calcula acrescentar cerca de 2.200 alunos em seus campi quando os novos cursos começarem a formar as suas primeiras turmas. Nove cidades serão contempladas na formação de novos engenheiros: Araraquara, São José dos Campos, Botucatu, Dracena, Itapeva, Registro, Rosana, São João da Boa Vista e Tupã. Os novos cursos fugirão do perfil tradicional como civil e elétrica. Serão focados principalmente em áreas emergentes no século 21 e associados com a sustentabilidade do planeta, como bioprocessos (Araraquara e Botucatu), manufatura (Itapeva), pesca (Registro), energia e recursos renováveis (Rosana), biossistemas (Tupã), agronômica (Dracena) e ambiental (São José dos Campos). São João da Boa Vista, que será beneficiada com a criação de campus, abrigará cursos de engenharia eletrotécnica e de materiais.

Defasagem
A questão da formação de novos engenheiros tem sido uma espécie de ideia fixa do governador Geraldo Alckmin e foi reforçada no início deste ano ao receber no Palácio dos Bandeirantes uma comitiva da China. Sempre que o tema é mencionado, Alckmin compara a discrepância dos números de engenheiros formados no Brasil e no exterior. E com razão. Dados de 2008 da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) indicam que no País apenas 6% dos egressos de cursos de nível superior são formandos em engenharia enquanto na China esse percentual é de 35%, na Coréia do Sul de 25% e no México, 14%.

Lixões, até quando?
O alerta é da Conferação Nacional dos Municípios (CNM) para as prefeituras. O município que não tiver plano de gestão dos resíduos sólidos concluído até agosto de 2012 não poderá mais receber recursos federais para ações no setor. A obrigatoriedade está prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos instituída pela Lei 12.305/2010. Pelo texto legal, o prazo para que estados e municípios elaborem os projetos terminará daqui a cinco meses. A meta é implantar programas de coleta seletiva e fechar os chamados lixões (depósitos a céu aberto e sem tratamento) até 2014. Será preciso construir cerca de mil aterros sanitários no país no mínimo.
O presidente da entidade, Paulo Ziulkoski fez alerta ao Congresso Nacional e o governo para o custo da demanda e a falta de condições de os municípios cumprirem os prazos. “Se produz lei, se dá prazo para cumprir, mas não se diz onde está o dinheiro para aplicá-la.”
Dos 5.563 municípios, apenas 300 haviam elaborado os planos há um ano atrás e entre eles, apenas quatro capitais. “Usando como base os aterros de pequeno porte que atingem 200 mil habitantes, os municípios brasileiros vão precisar levantar mais de R$ 52 bilhões para transformar os lixões em aterros sanitários dentro do prazo”, diz Ziulkoski. Até 2015, o Ministério das Cidades prevê destinar R$ 1,5 bilhão aos resíduos sólidos. No entanto, para habilitarem-se aos recursos, os municípios deverão atender requisitos como soluções regionalizadas, sustentabilidade econômica, ambiental e social, com inclusão dos catadores na coleta seletiva regular.

Prevenção (1)
A inclusão do teste de Schiller nos exames de Papanicolau realizados pela rede estadual de saúde é a proposta de projeto de lei apresentado pela deputada estadual Analice Fernandes (PSDB, base eleitoral Taboão da Serra). O objetivo do exame é a prevenção do câncer do colo de útero e pode apresentar falha acusando falsos negativos. Segundo a deputada, o teste é um complemento para cercar todas as possibilidades. Além de colaborar com as condições da saúde da mulher, permite diminuir as despesas do erário público pela detecção precoce da doença quando o tratamento é eficiente e de baixo custo.

Prevenção (2)
Preocupado com as constantes notícias de acidentes envolvendo motos aquáticas, Ary Fossen (PSDB, base eleitoral região de Jundiaí) apresentou projeto de lei que regulamenta o seu uso em locais públicos. O raio de segurança será estipulado pelas Capitanias dos Portos. Agente habilitado deverá conduzir a embarcação da margem até o local pré-fixado. “É uma responsabilidade igual a conduzir um veículo em terra”, argumenta. Recentemente, menina de três anos perdeu a vida em Bertioga.

Wilson Marini
Jornalista – wmarini@apj.inf.br

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