Deficiente foi admitida por decisão da Justiça


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Antes de a Justiça determinar, por meio de liminar, a proibição de qualquer tipo de contratação por parte da Prefeitura em outubro do ano passado, ela foi obrigada a inverter uma convocação. Na época uma decisão judicial obrigou a administração municipal a cancelar a nomeação de uma funcionária sem deficiência para que, em seu lugar, fosse nomeada uma deficiente.

A beneficiada foi a deficiente auditiva Aline Cristina da Silva, que trabalhava como auxiliar administrativa em um curtume da cidade. Em 2010 ela prestou um concurso para secretária de escola e foi aprovada em primeiro lugar na lista de deficientes, mas não foi convocada pela Prefeitura. À época, a administração convocou outros 14 candidatos sem deficiência para o cargo.

Segundo o promotor Fernando Martins, o caso de Aline é apenas um exemplo do descumprimento da lei por parte da Prefeitura, que segundo ele, foi alertada pelo Ministério Público. “Fizemos uma reunião com cerca de 50 deficientes e todos haviam sido aprovados em concurso, mas não tinham sido convocados. Então fizemos uma recomendação para Prefeitura, mas ela preferiu discutir na Justiça.”
 

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