Costume ‘de pai para filho’


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Embora rara, a velha caderneta, precursora da venda fiada, sobrevive em alguns lugares de Franca. Na Padaria Chimango, por exemplo, alguns clientes ainda fazem uso dela na compra do pão e do leite. Adriana Teixeira, dona do local há 12 anos, tem consumidores que não compram se não for com a velha e boa caderneta. “Para muitos é mais que uma forma de pagamento, é um costume de bairro que passa de pai para filho, uma prova de confiança”, disse a comerciante.

Atualmente, são apenas dez clientes com caderneta, número baixo se comparado com o total de clientes, mas que faz diferença no faturamento no final do mês.

Já em outros locais, a fichinha e a caderneta foram substituídas por um programa de computador, mas o conceito da venda a prazo é o mesmo. Na Lacerda Moda Fashion, uma loja de roupas da zona norte de Franca, é assim que funciona, mas os proprietários tentam diminuir o número de calotes com a assinatura de promissórias. Não pagou, o nome vai para o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito).

A comerciante Adriana Sampaio Oliveira conta que a loja não abre mais crediário e prefere vender com cheque, cartão de crédito ou dinheiro e “premia” quem compra assim: à vista tem desconto de 20% e no cartão a compra pode ser dividida sem juros em até três vezes. “No ano passado, quando tínhamos um grande número de fichas, a cada 15 vendas 10 iam parar no SPC. Hoje esse número é bem menor.”

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