As costureiras e vendedoras de roupas estão em alta em Franca. Pelo menos no que diz respeito à abertura de pequenas e microempresas. Um levantamento da Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo) revela que o setor de vestuário foi o campeão de adesões ao MEI (Microempreendedor Individual), com 582, e o que mais cresceu na cidade nos últimos três anos. O segundo lugar do ranking é ocupado pelos cabeleireiros e manicures, com 298 adesões.
Marilza de Fátima Campos Ribeiro, 39, está há mais de dez anos no ramo informal de confecção e há dois decidiu se formalizar. Apostou na confecção de lingeries e moda íntima e hoje produz para a própria loja. Com a Art Sex, ela fatura em média R$ 3 mil por mês e sustenta dois filhos. “O setor de lingerie é um mercado promissor na cidade, que vende bem o ano inteiro. Produzimos de 30 a 40 peças por dia. Meu marido chegou a parar de trabalhar para se dedicar ao negócio comigo”, conta Marilza.
O economista e professor do Uni-Facef, Hélio Braga, observa que o crescimento do vestuário já é uma característica da economia local, uma vez que a mão de obra qualificada do setor calçadista é aproveitada para as atividades têxteis. “Além disso, existe a tendência de expansão dos setores de baixa tecnologia, pois exigem baixo investimento e dispõem de equipamentos que facilitam a abertura de empresas neste nível”, pontua.
SAPATOS
Apesar do crescimento do número de microempresas no setor de serviços, a indústria calçadista ainda é representativa no município, aparecendo em três posições diferentes: quarto lugar como comércio de calçados, sapataria; oitavo com montagem e costura de sapatos em couro, os sapateiros; e em décimo na fabricação de sapatos e botas de couro. Ao todo, entre 2009 e 2012, 300 calçadistas aderiram ao MEI.

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