Dia de mulher


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Na última quinta-feira, 08/03, comemorou-se o Dia Internacional da Mulher. Uma data importante, sem dúvida, mas que além da devida comemoração, das merecidas flores e dos irresistíveis chocolates com os quais se presenteiam as mulheres de todo o planeta, é necessário ir um pouco mais além do simples ato comemorativo. É preciso refletir um pouco mais sobre a própria existência da data, em si mesma, uma vez que só o fato de existir já mostra as diferenças e a distância que insiste em separar homens e mulheres, em termos de liberdades e direitos individuais.

Como diz a sabedoria popular, se existe o dia da mulher é porque todos os outros dias do ano são do homem. A despeito do humor investido nessas palavras, não há dúvida de que elas ainda guardam um fundo de verdade.

De qualquer forma, o avanço das mulheres no mundo do trabalho e em outras esferas da vida social é uma realidade inquestionável. Antes restritos aos homens, muitos desses espaços estão tornando-se cada vez mais femininos, uma marcha lenta, porém irrefreável, que não acontece apenas em Franca, mas também no Brasil e no mundo.

Segundo a revista HSM, as mulheres formam o maior mercado emergente do planeta, correspondendo a duas vezes os PIBs indiano e chinês juntos. Formam, também, cerca de 45% da força de trabalho mundial, chegando a mais de 1 bilhão de mulheres trabalhadoras. Em termos de consumo, respondem por 64% dos US$ 18,4 trilhões gastos anualmente em todo o mundo. Em sua carteira há muito dinheiro para gastar com produtos considerados não essenciais. Para isso, as trabalhadoras do mundo dispõem de US$ 9 trilhões, sendo que metade desse valor está nas mãos das 60 milhões de mulheres que ganham mais de US$ 45 mil por ano.

Mais especificamente em nosso país, elas já são maioria em nossa população e em vários setores da economia, têm mais escolarização que os homens, começam a ocupar vários cargos de chefia e são responsáveis financeiramente por milhares de lares, uma realidade que enfrentam sozinhas, trabalhando e criando seus filhos sem quase nenhuma ajuda de seus (ex)-companheiros.

No entanto, ainda seguem sofrendo a violência dos homens. Sofrem, também, várias outras discriminações. Conforme a organização, ainda ganham menos que os homens, mesmo ocupando uma mesma função. Socialmente, ainda carregam a maior responsabilidade pelo equilíbrio e pela estrutura da família, o que as obriga a uma verdadeira jornada dupla, no trabalho e dentro de suas casas.

De qualquer forma, não podemos esquecer o avanço. E se olharmos para o passado, vamos perceber que esse é um caminho sem volta. Vamos perceber, também, que nosso machismo ancestral está sendo atropelado por um exército intrépido, cada vez mais atrevido, competente e feminino.

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