Cuidado: é golpe!


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Aposentados e pensionistas devem ficar atentos. Alguns francanos começaram a receber no início do mês de março/2012, em sua casa, uma carta enviada pelo PPESP (Previdência Privada do Estado de São Paulo). O conteúdo dos respectivos documentos são semelhantes. Trata-se de uma espécie de apólice, onde é informado ao aposentado ou pensionista que ele contribuiu para o referido instituto por mais de 13 anos, iniciando supostas contribuições no ano de 1986. Diz ainda, com base em uma lei inexistente, que o beneficiário tem direito de receber R$ 64.100,00 além de uma aposentadoria equivalente a 4 salários mínimos por mês.

O que chama a atenção é o fato dessas correspondências terem sido postadas em São Gonçalo/RJ e a sede do referido instituto (que se diz de São Paulo) ficar em Duque de Caxias/RJ. No referido documento, há a solicitação para que a pessoa entre em contato imediatamente nos telefones indicados (que são do Rio de Janeiro). Quem ligar para os telefones indicados pela PPESP é orientado a depositar 5% do valor do suposto prêmio (aproximadamente R$ 3.000,00) em uma conta bancária (provavelmente de algum “laranja”). Esse falso instituto não aceita conversar com advogados ou qualquer representante legal, salvo a própria pessoa/vítima (normalmente, idosos).

Ao lançar o nome do PPESP em um site de buscas da internet, aparecem milhares de pessoas que foram ludibriadas. Só em um desses sites, mais de 2.400 pessoas se manifestaram que algum parente seu teve correspondência semelhante. Vale lembrar que nem todo mundo que foi “agraciado” com tal carta tem internet ou se manifestou nesses sites. Mas, se hipoteticamente, cada uma dessas vítimas depositasse tal quantia, o valor arrecadado seria de milhões – já sendo possível imaginar o tamanho do ganho desses vigaristas.

Existem inúmeras falsas empresas que tentam enganar os aposentados e pensionistas em moldes semelhantes, ou seja, pedindo para que o idoso deposite determinada quantia na esperança de receber um valor bem maior. Muita gente acaba sendo enganada perdendo suas economias ou contraindo dívidas (pois não possui a quantia exigida), isso quando não toma dinheiro emprestado com agiotas – o que torna a situação ainda pior. Reitera-se: além do PPESP, existem inúmeros outros falsos institutos e empresas semelhantes que querem aplicar golpes.

Assim, se alguém recebeu uma carta desse tipo não deve se precipitar. Faça inicialmente uma pesquisa para saber se realmente existe a referida empresa. É importante ter em mente que ninguém dá dinheiro por algo que não existe (se a vítima nunca contribui para determinado instituto de previdência, não é possível ter créditos para receber). Se a empresa for falsa ou exigir que a pessoa deposite algum valor para liberar outro maior, é importante registrar um boletim de ocorrência e procurar a ajuda de um especialista.

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