Incêndio consome fábrica de tintas em Restinga


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DESTRUIÇÃO - A imagem aérea registrada minutos antes da chegada dos bombeiros ao local do incêndio em Restinga mostra as labaredas que deram origem à gigantesca coluna de fumaça tóxica
DESTRUIÇÃO - A imagem aérea registrada minutos antes da chegada dos bombeiros ao local do incêndio em Restinga mostra as labaredas que deram origem à gigantesca coluna de fumaça tóxica

Um incêndio de grandes proporções destruiu toda área de produção e o depósito de uma empresa de produtos químicos na manhã de ontem em Restinga. Labaredas de cerca de 30 metros de altura consumiram todo material estocado pela empresa. Bombeiros e brigadas de incêndio de indústrias de Franca estiveram no local para debelar das chamas. O trabalho durou mais de três horas. Ninguém se feriu e a polícia vai investigar as causas do incêndio.

O fogo destruiu uma área de cerca de 1.500 metros quadrados da empresa Ambra Colors, indústria especializada em tintas industriais e produtos para acabamentos de calçados, localizada às margens da rodovia Nelson Nogueira. O incêndio teve início por volta das 8h15. Funcionários estavam trabalhando, quando testemunhas escutaram a explosão e as chamas se alastraram rapidamente. “Foi muito rápido. Escutei um barulho e logo vi as pessoas correndo e a brigada de incêndio indo para o local do fogo. Fomos todos retirados da produção. Logo o fogo atingiu outros tambores que iam explodindo. É uma cena terrível”, disse um dos funcionários, que pediu anonimato.

Bombeiros foram acionados e rapidamente chegaram ao local. Labaredas atingiam a altura de 30 metros e a todo instante tambores de 200 e 100 litros com produtos químicos explodiam, aumentando o fogo que, no início, estava incontrolável. Todo efetivo foi mobilizado, cerca de 40 homens. Soldados e cabos da reserva também se juntaram aos colegas. “Ao saber que o incêndio era grande, sai de casa e me coloquei à disposição do comando. As chamas eram intensas e havia a preocupação de o fogo se alastrar para outros setores”, disse o sargento Claudinei, na reserva desde o passado.

A nuvem gigante que se formou com o incêndio pôde ser vista a quilômetros de distância. Em vários pontos de Franca o “cogumelo” de fumaça negra chamou a atenção. A grande preocupação dos soldados e agentes da brigada de incêndio era os cinco tanques de 30 mil litros de Tolueno, produto químico altamente inflamável, utilizado na industrialização de tintas e misturado a solventes. “Dois estão vazios, mas três estão cheios. O fogo teve início no barracão e como existem canos ligados aos tanques que alimentam a linha de produção no barracão, o produto químico alimenta constantemente as chamas. Nosso trabalho é de resfriamento para que o fogo não atingisse os tanques, para diminuí-lo e confiná-lo”, disse o capitão Cleoteos Sabino, comandante dos Bombeiros.

O fogo foi completamente controlado por volta das 11 horas e o trabalho de rescaldo se estendeu até as 15 horas. Ao final, o teto de zinco do barracão desabou e virou um amontoado de ferro retorcido. Tambores de 200 litros que armazenavam os produtos químicos também ficaram destruídos. O dono da empresa não quis comentar o ocorrido. Durante todo tempo ele acompanhou os trabalhos de combate ao incêndio, parecendo transtornado com o cenário de destruição.

A Polícia Científica deverá enviar o laudo que apontará as causas do incêndio.

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