Os agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) identificaram um comerciante de 21 anos, que confessou ter praticado pelo menos 11 furtos a residências em Franca. O rapaz, segundo apurado pela polícia, agiria na companhia de mais dois homens ainda não identificados. O trio procurava joias, aparelhos eletrônicos, perfumes e dinheiro. Segundo as investigações, os prejuízos das vítimas, se somados, ultrapassa a casa dos R$ 40 mil. O acusado foi indiciado e, apesar de ter confessado os crimes, vai responder aos processos em liberdade por não ter sido pego em flagrante.
A Polícia Civil iniciou o trabalho de investigação em torno do comerciante Kennedy da Silva Milani, morador no Jardim Tropical II, no final do ano passado. Cruzando informações e checando pistas levantadas durante os trabalhos, os policiais chegaram até o rapaz, que no início teria negado o envolvimento em crimes. “Como tínhamos algumas provas, conseguimos um mandado de busca na Justiça e fomos à casa dele, onde encontramos vários objetos de origem duvidosa. Ao final, ficou comprovado que eram objetos furtados de algumas vítimas que registraram queixa em meados do ano passado”, disse o delegado Márcio Murari.
Após ser interrogado na presença de um advogado, o acusado confessou a autoria de vários furtos registrados pela polícia em locais diferentes da cidade. Os investigadores apuraram que, junto com outras pessoas, ele arrombaria portas e janelas de seus alvos para levar aparelhos eletrônicos, joias, perfumes, roupas de marca e dinheiro. Segundo as investigações, o comerciante procurava casas cujos moradores fossem de classe média ou alta. “Eles agiam em todas as regiões da cidade, por isso houve dificuldade em traçar uma linha de investigação em torno de um único suspeito. Foram 11 residências arrombadas e furtadas por este rapaz e mais dois comparsas. Ele mesmo apontou os locais”, disse o delegado.
O crime mais antigo ocorreu em agosto do ano passado e o mais recente, em dezembro do mesmo ano. De todos os imóveis foram levadas joias, televisores, roupas e numa residência o prejuízo foi de cerca de R$ 20 mil em joias. Segundo o acusado contou para a polícia, todo material furtado por ele foi vendido para receptadores desconhecidos e traficantes. O dinheiro teria sido usado por ele para comprar roupas e em bares e lanchonetes.
Para transportar a mercadoria, a polícia descobriu que o comerciante usava um veículo Renaut Sandero preto, que seria de propriedade da namorada dele. A dona do carro informou aos policiais que não sabia que seu veículo era usado em crimes. “Algumas testemunhas viram o veículo num local onde ocorreu uma tentativa de furto e anotaram a placa. Chegamos até a proprietária e depois ao acusado. Ele foi indiciado pelos 11 furtos registrados”, disse Márcio Murari.
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